Coronavírus

Governo da Índia libera exportação de vacina contra Covid-19 para o Brasil nesta sexta-feira (22)

País havia suspenso a exportação comercial de doses até que pudesse iniciar seu próprio programa de imunização. Países vizinhos receberão suprimentos gratuitos eviados pela Índia

diario da manha

O governo da Índia liberou as exportações comerciais de vacinas contra a Covid-19, e as primeiras remessas serão enviadas na sexta-feira (22) para Brasil e Marrocos, conforme informado pelo secretário de Relações Exteriores da Índia à agência Reuters.

As vacinas que chegarão ao país são desenvolvidas pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. O imunizante está sendo fabricado no Instituto Serum, na Índia, que é o maior produtor mundial de vacinas, tendo recebido pedidos de países de todo o mundo.

A exportação de doses havia sido suspensa pelo governo indiano até que o país pudesse iniciar seu próprio programa de imunização no fim de semana passado. No início desta semana, suprimentos gratuitos foram eviados pela India à países vizinhos, incluindo Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal.

De acordo com o secretário das Relações Exteriores, Harsh Vardhan Shringla, o fornecimento comercial da vacina começaria na sexta-feira, seguindo o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de que a capacidade de produção da Índia seriam usadas por toda a humanidade para combater a pandemia.

“Seguindo essa visão, respondemos positivamente aos pedidos de fornecimento de vacinas manufaturadas indianas de países de todo o mundo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, referindo-se ao fornecimento gratuitos dos imunizantes.

“O fornecimento das quantidades comercialmente contratadas também começará a partir de amanhã (sexta), começando por Brasil e Marrocos, seguidos de África do Sul e Arábia Saudita”, acrescentou.

O Brasil, que ocupa o segundo lugar com o maior número de mortes da covid-19 ficando atrás apenas dos Estados Unidos, vinha cobrando da Índia o envio de 2 milhões de doses da vacina de Oxford.

*Com informações do G1.

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