Saúde

Fé de mãe recupera filho após ferimento grave na cabeça

Homem levou tiro na cabeça, em Senador Canedo e havia possibilidade de perda da fala e funções como memória e coordenação motora: menos de um mês depois, ele anda e se recorda: “Deus me trouxe de volta”, diz mãe

diario da manha

Quem vê o autônomo Wictor Mateus Marques José, de 25 anos, se levantar tão rápido da do Hospital de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), nem imagina como ele estava há menos de um mês. No dia 16 de julho passado, Wictor foi vítima de um tiro na cabeça, em Senador Canedo, cidade na região metropolitana de Goiânia. Ele chegou a perder massa cefálica, e corria grande risco de perda de movimentos, fala e funções. A mãe dele acredita que algo além do tratamento hospitalar aconteceu.

A família do rapaz trabalha com feira. Ele vende frutas, na cidade que mora. A mãe de Wictor Mateus, Anete Cândida Marques, de 43 anos, é muito temente a Deus. Ela conta que o fato do filho foi numa sexta-feira, mas já na segunda da mesma semana, ela recebeu um aviso do que poderia acontecer. “Sonhei que meu filho era atingido com muitos tiros. Entrava um homem na minha casa e fazia essa maldade com ele.”

Ela não imaginava que durante a noite do dia 16 de julho seria visitada por um policial militar. “Ele é nosso cliente na feira, e até me disse: ‘preciso que você me acompanhe para reconhecer o seu filho’, e eu perguntei se ele estava morto, mas recebi a notícia que ele estava vivo. Quando chegamos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, meu filho estava desconfigurado, com olhos muito inchados, a cabeça sangrava muito e agonizava. Todos lá achavam que era espancamento. Mateus precisou ser transferido para o Hugo, em Goiânia, e foi aqui que descobriram: ele havia levado um tiro acima da nuca e o projétil saiu pela boca.”

Anete Cândida ainda diz: “Eu cheguei em casa sem poder ver meu filho no Hugo, porque não poderia visitar. Me tranquei no quarto e, em troca do meu filho vivo e recuperado, prometi servir a Deus, e me despir de qualquer tipo de vaidade que eu tinha. Sem esperar, nem contar à ninguém, recebi uma ligação de uma mulher que não conheço. Ela me disse que meu pedido foi aceito, e que quem estava acamado, seria recuperado,” relembra.

Em meio à pandemia provocada pelo coronavírus, as visitações do hospital foram interrompidas. Ela conta que se surpreendeu em uma das ligações por vídeo que a equipe faz, com pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “O médico me falava o quadro dele e chegou bem perto da maca. Aí ele pegou a mão do médico, que me disse ‘veja, mãe. Ele está apertando a minha mãe’. A partir de então, minhas esperanças se renovam a cada momento.”

Anete conta, ao lado do filho em pé, que no segundo dia que ele recebeu alta da UTI para o quarto, já pediu para se sentar, e Wictor Mateus começou a conversar, relembrando quem ela era, detalhes da própria vida e no terceiro dia, já pediu para ir ao banheiro andando, com dificuldade, mas foi. “Cada dia tem sido um novo aprendizado. Ele tem pressa em recuperar, mas isso vai acontecer, porque Deus me garantiu meu filho de volta, e a minha fé é inabalável e vai fazer ele sair dessa situação”.

Ariana Leonel, chefe da Ouvidoria do Hugo, conta que a família recebeu da equipe assistencial e psicológica do hospital a real situação do Wictor Mateus. “Passamos para eles como estava, e o prognóstico não era animador. Mas o rapaz apresentou melhoras significantes, e quando falamos isso para a dona Anete, ela nos disse: ‘além da equipe de médicos, enfermeiros e técnicos, e dos esforços do hospital, havia alguém mais trabalhando. Era Deus restaurando a vida do meu filho e trazendo ele de volta’. Isso é uma demonstração que a fé é uma aliada no tratamento hospitalar”.

O rapaz aguarda resultados de exames para receber alta hospitalar.

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