Saúde

Hospitais goianos se preparam para receber pacientes com Covid-19

R$ 57 milhões serão investidos com OS para administrar hospital, além de outras medidas para receber pacientes com Covid-19

diario da manha

A medida que novos casos de coronavírus são confirmados em Goiás, o estado se prepara para atender os pacientes com Covid-19. Além do plano emergencial, hospitais que oferecem estrutura e equipamentos além do previsto, investimento na administração de uma unidade de campanha, redução nos atendimentos eletivos, entre outras iniciativas são utilizadas para garantir o atendimento.

Para auxiliar no combate, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), colocou à disposição o Hospital e Maternidade Célia Câmara, cujo está terminando de ser construído.

A empresa responsável pela obra está acelerando para que a unidade fique pronta em 31 de março para que possa ajudar no atendimento de pacientes infectados com Covid-19. Cerca de 80 pessoas está trabalhando para terminar o hospital no novo prazo.

Para alcançar o objetivo, desde a última quinta-feira (19) os funcionários estão fazendo um revezamento e trabalhando com horário estendido.

Santa Genoveva

A justiça também ofereceu ao estado de Goiás a estrutura do Hospital Santa Genoveva de Goiânia, que está em processo de falência. A unidade foi colocada, pelo juíz Átila Naves do Amaral, em disposição para que seja usada no combate ao coronavírus.

A Secretaria de Estado da Saúde em Goiás (SES-GO) informou que a estrutura e os equipamentos devem ser avaliados para ver o que é possível aproveitar.

Repatriados quando passaram por exame para detectar coronavírus — Foto: Ho Yeh Li/Arquivo Pessoal

Hospital do Servidor

Foi definido em decreto que o Hospital do Servidor deve ser o Hospital de Campanha no combate ao Covid-19. Também ficou estabelecido que a entidade a gerir a unidade de saúde por 180 dias é a Organização Social (OS) Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir).

Segundo o documento, deve ser pago a essa OS “o valor estimado de R$ 57.759.449,04”.

Plano de contingência de Goiás para melhor receber pacientes com Covid-19

O plano de contingência de Goiás determina sobre as ações que devem ser tomadas à medida que o aparecem pessoas contaminadas com Covid-19.

Esse projeto, aprovado em fevereiro, tem cinco níveis, dos quais a situação até esta quinta-feira (26) é a de nível 1 – até 100 casos de coronavírus.

De acordo com o governo, nesta etapa é necessário que estejam preparados dez leitos de enfermaria e dez de UTI para atender os pacientes com Covid-19. Segundo a SES-GO, eles estão espalhados por 11 hospitais pelo estado.

Alguns são o Hospital de Doenças Tropicais (HDT), Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia, Hospital Geral de Goiânia Dr Alberto Rassi (HGG), Hospital Materno Infantil (HMI), entre outros.

Outras medidas para auxiliar no atendimento de pacientes com Covid-19

Além do isolamento em espaço de hospitais públicos para receber os pacientes, o estado também pretende reduzir o fluxo de atividades comuns nas unidades de saúde.

Para os casos em que não há risco à saúde do paciente, uma portaria da SES-GO supõe que até 50% dos procedimentos cirúrgicos eletivos serão adiados.

Além de redução de 50% dos atendimentos ambulatoriais para evitar aglomerações de pessoas nas recepções.

Também é recomendado pela portaria que as receitas de medicamentos de uso contínuo tenham validade de 12 meses. Isso evita que os pacientes voltem ao médico para adquirir nova receita.

De acordo com o documento, o atendimento de situações graves, atendimentos de urgência e emergência não deverão ser interrompidos.

*Com informações do G1

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