Saúde

Melasma: tratamentos se mostram cada vez mais eficazes

diario da manha

Disfunção na pigmentação da pele que atinge principalmente as mulheres, o melasma é causado por dois fatores fundamentais: sol e genética.

E justamente por ter o sol como causador das manchas é que as áreas mais expostas se tornam as mais acometidas pelas indesejáveis colorações mais escuras, como é o caso do rosto, antebraços, pescoço e colo.

O que muita gente não sabe é que, apesar de não ter solução definitiva, o tratamento para amenizar as manchas tem se tornado cada vez mais eficaz. É o que garante a dermatologista Juliana Araújo.

Dermatologista Juliana Araújo

Especialista em tratamento de pele, unha e cabelos, além de rejuvenescimento facial, Juliana destaca a importância de combinar o uso de protetor solar ao uso de clareadores para tratar o melasma. 

“A resposta ao tratamento é muito variável e individual. Tratamentos combinados sempre são excelentes alternativas. São associados também peelings químicos. Pode ser feito, ainda, colocando medicamentos na pele, com microagulhamento, que tem sido usado com mais frequência recentemente. Além disso, tratamentos orais também são combinados”, explica. “Camuflagem também pode ajudar”.

Acrescenta ao destacar que o acompanhamento com um especialista é fundamental, já que qualquer uso indevido de produtos pode acarretar no efeito contrário e potencializar o problema.

Além do sol e da predisposição genética, há outros fatores desencadeantes quando o assunto é melasma, como terapias hormonais e uso de anticoncepcional.

Muitas mulheres podem perceber as manchas mais marcantes durante a gravidez.

Isso porque durante a gestação os hormônios produzidos pela placenta, como a progesterona, estimulam a hiperpigmentação da pele. “Mas é importante que fique claro que tem tratamento. As mulheres não precisam conviver com essas manchas que incomodam tanto”, destaca a dermatologista Juliana Araújo. “E o uso e reaplicação do protetor solar precisa ser um hábito, inclusive em ambientes fechados”, conclui.

Homens

Aproximadamente 10% dos casos de melasma afetam os homens e são causados, em sua maioria, pela exposição ao sol ou por questões genéticas. “Sem falar que são mais comuns em mulheres [casos de melasma] justamente por ter a ligação com alterações hormonais relacionadas ao hormônio feminino. Mas os homens não estão livres”, afirma Drª Juliana.

Os homens têm mais resistência em usar filtro solar, o que pode contribuir para o surgimento das manchas. Mas as causam não param por aí.

Doenças endocrinológicas também facilitam o surgimento de manchas, além de estresse e uso de medicamentos que deixam a pele mais sensível em caso de exposição ao sol.

De acordo com a dermatologista, características étnicas também podem indicar maior risco de melasma. “Hispânicos e asiáticos costumam apresentar manchas na pele com mais frequência”, finaliza.

Sobre os tratamentos:

Peeling químico: é feito com ácidos, com concentrações mais fortes que os usados em cremes, para remover uma camada da pele. Pode ser leve para o melasma superficial ou mais intenso para melasma profundo.

Microagulhamento: trata-se de um técnica que perfura a pele com microagulhas para estimular a produção de colágeno e circulação de sangue na pele, o que pode ser útil para diminuir algumas manchas na pele. Além disso, ajuda a reduzir as rugas e flacidez do rosto.

Clareadores: clareiam manchas a longo prazo, mas com resultados duradouros, podendo ser usados em qualquer local do corpo.

Protetor solar: trata-se do tratamento mais importante para o melasma. Nenhum outro tratamento será efetivo sem a proteção da pele contra os raios solares.

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