Política & Justiça

Ex-secretário tucano é citado em investigações sobre padre Robson

Citado em novas denúncias, Tayrone Di Martino é figura controversa na política goiana que transitou entre PT e PSDB. Político nega qualquer irregularidade

diario da manha

O programa “Fantástico”, da TV Globo, trouxe no domingo, 21, novas denúncias contra o grupo que atua em torno da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), em Trindade.

O caso é um dos mais rumorosos da história de Goiás e envolve integrantes da Igreja Católica e políticos atuantes no Estado.

Nos novos áudios, que já foram periciados, aparecem revelações que envolvem o ex-vereador de Goiânia Tayrone Di Martino, sua esposa e padre Robson – que está no epicentro das denúncias.

Figura política controversa, Tayrone surgiu na política dentro do PT, como assessor de políticos da sigla, mas acabou expulso da legenda.

Chegou a ser candidato a vice-governador pelo PT nas eleições de 2014, quando o deputado estadual e ex-prefeito Antônio Gomide foi cabeça de chapa. Mas pouco antes das eleições retirou seu nome da disputa, prejudicando Gomide e o PT. Na época, integrantes do PT denunciaram “jogo sujo” da chapa governista para impedir um bom desempenho nas urnas. Tayrone negou, mas anos depois, após deixar o cargo de vereador, foi trabalhar com o grupo eleito naquelas eleições.

Tayrone tornou-se secretário do Governo da gestão Marconi Perillo e José Eliton, do PSDB, que foram eleitos em 2014.

O político tornou-se um dos “golden boys” da gestão de Perillo, sendo elogiado pelo então gestor. Nos bastidores chegou a ser chamado de “revelação” do então governador de Goiás pelo perfil ético e “católico”.

A Polícia Civil de Goiás e Ministério Público trouxeram ao público áudios em que padre Robson se diz extorquido por Tayrone. Eles teriam firmado um contrato de produção de biografia nunca executado, segundo o “Fantástico”, cujo valor seria de R$ 350 mil.

Outro lado

Tayrone nega irregularidades na Afipe, defende padre Robson e se diz perseguido. O ex-vereador afirma que vários áudios foram “montados por hackers criminosos e transmitidos a diversos celulares à época, alterando o contexto e conteúdos originais”.

Tayrone disse que as acusações são falsas e que são fruto de ação política para “manchar reputações e fazer perseguição política”.     

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