Política & Justiça

Mãe de deputado goiano recebe auxílio emergencial de Covid-19

Adriana Batista Menezes já teria recebido dois meses do benefício. Político alega que ela tem direito ao auxílio

diario da manha

A mãe do deputado estadual Humberto Teófilo de Menezes Neto (PSL) foi identificada como beneficiária do auxílio emergencial da Covid-19, que repassa mensalmente R$ 600 às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Conforme mostrou consulta ao site da Caixa Econômica, Adriana Batista de Menezes teve seu benefício aprovado, após a abertura do processo, ocorrido no dia 23 de abril e já teria recebido duas parcelas do auxílio.

Um dos critérios para ter direito ao benefício é pertencer à família cuja renda mensal por pessoa não ultrapasse meio salário (R$ 522,50) ou cuja renda familiar seja de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).

Em contrapartida, o filho de Adriana, o então deputado Humberto Teófilo, declarou que a mãe tem direito ao auxílio e que não vai se intimidar por uma possível oposição do governo do estado.

“A minha mãe é desempregada, mora de aluguel e cuida da minha avó. Ela como qualquer cidadão brasileiro que segue as exigências do governo federal tem direito ao benefício. Agora, o governo Caiadista vem pesquisar a minha vida e de toda minha família para tentar me intimidar, aqui não!”, disse Humberto.

Histórico familiar de crimes ilícitos

O deputado e delegado da Polícia Civil de Goiás foi eleito através de seu discurso na área de segurança pública e no “jogo duro contra bandidos”. Na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ele é conhecido pelo bordão “Flagrante neles!”, contudo seu histórico familiar está envolto de práticas e crimes ilícitos.

O pai do deputado e ex-vereador, Amarildo Pereira foi acusado pelo Ministério Público, no último mês, pelo crime de corrupção quando era Presidente da Câmera Municipal de Goiânia. Se condenado terá de devolver aos cofres públicos R$ 1,87 milhão.

Amarildo é servidor público de Goiânia e já tem um longo histórico com a Justiça, sendo condenado por corrupção quando teve seu mandato cassado.

O político foi condenado com 10 anos de prisão pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após ser processado por desviar R$ 7 milhões da Câmara de Goiânia, recurso que deveria ser repassado ao INSS.

Nesse caso, Amarildo conseguiu habeas corpus nos tribunais superiores para evitar que fosse preso.

Em outro processo, ele teve que devolver R$ 57,4 mil por acusação de esquema de desvio de verbas públicas na extinta Companhia de Obras do Município (Comob), quando era diretor do órgão municipal.

No ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski negou pedido de redução de pena requerido por Amarildo, que foi condenado pelo crime de peculato e formação de quadrilha na 10ª Vara Criminal de Goiânia.

Outra investigação envolvendo a família de Teófilo, diz respeito ao uso de cartões clonados na Bahia por Rodrigo de Menezes Machado, irmão do deputado. O crime foi cometido para pagar despesas em Arraial d’Ajuda e Salvador.

Rodrigo de Menezes Machado e a namorada (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Segundo noticiário do G1 da Bahia, o jovem e sua namorada aplicaram golpe em uma promotora de Justiça do Mato Grosso para comprar passagens e alugar um conversível para ostentar no réveillon de 2015.

Em investigação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos, da Polícia Civil de Goiás, ao lado de outro irmão, Rodrigo aparece também como responsável por clonar um carro.

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