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Fazenda é multada em R$ 300 mil por desmatamento em área quilombola

A área preservada é tombada como Patrimônio Cultural, atualmente vivem 3.500 integrantes da comunidade Kalunga no quilombo.

diario da manha
Foto: Reprodução / SEMAD

Nesta sexta-feira (5), no Dia Mundial do Meio Ambiente, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), com o apoio das polícias Militar e Civil deflagraram uma operação contra uma fazenda situada em Cavalcante (GO) que realizou o desmatamento de mais de 530 hectares sem autorização em território kalunga.

O desmatamento ocorreu dentro do território quilombola e na área de preservação ambiental de Pouso Alto. Os proprietários da fazenda foram multados em R$ 300 mil pela prática ilegal. Foram apreendidos no local cerca de 300 toneladas de calcário – minério usado para prepara o solo para o plantio. O DM conversou com moradores da região que já haviam acusado o desmatamento para plantio de soja.

Uma das proprietárias fazenda envolvida na prática de desmatamento da região havia arrendado a terra para uma empresa de mineração, no entanto, a secretária de Meio Ambiente, Andrea Vulcanis, afirmou ao G1 que um documento falso foi apresentado para tentar justificar o desmatamento que era feito por correntões que destruíram a vegetação nativa.

De acordo com Andrea o responsável técnico que redigiu o documento fraudulento também será punido, “será responsabilizado por crime ambiental. Eles informavam que se tratava de uma limpeza de pastagem, o que não é um ato passível de licenciamento ambiental. A fraude nessa informação gerou uma declaração de dispensa de licenciamento, mas isso é absolutamente fraudulento e todos os envolvidos serão punidos”, informou ao portal.

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