Política & Justiça

Cármen Lúcia condena atentados contra instituições

Segundo a ministra do STF os atentados "voltam-se contra o país". Ela acrescentou ainda que não é aceitável que a ação de alguns "descomprometidos com o Brasil" impeçam as liberdades asseguradas pela Constituição

diario da manha
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, leu uma nota em defesa da Corte durante a abertura da sessão da Segunda Turma do STF nesta terça-feira (16). O texto condena atentados contra instituições brasileiras. Segundo a ministra esses atos “voltam-se contra o país”. Ela acrescentou ainda que não é aceitável que a ação de alguns “descomprometidos com o Brasil” impeçam as liberdades asseguradas pela Constituição. As informações são da Agência Brasil.

“Somos nós juízes constitucionais, servidores públicos, a quem incube o dever de, em última instância judicial, não deixar que o estado de direito conquistado se perca, porque todos perderão. Atentados contra instituições, contra juízes e contra cidadãos que pensam diferente voltam-se contra todos, contra o país”, enfatizou Cármen Lúcia em nota.

Conforme a reportagem da agência, ela garantiu que os ministros continuarão honrando a Constituição. “Que não se cogite que a ação de uns poucos conduzirá a resultado diferente no que é a convivência democrática. E não se cogite que se instalará algum temor ou fraqueza nos integrantes da magistratura brasileira. Este tribunal é presente, está presente, permanecerá presente e atuante, cumprindo seus compromissos institucionais com a República”, apontou.

As considerações de Cármen Lúcia foram apoiadas pelo ministro Celso de Mello. Ele pontuou que é “inconcebível que ainda sobreviva no íntimo do aparelho de estado brasileiro um resíduo de forte autoritarismo”. O presidente do STF, Dias Toffoli, disse que a Corte “jamais se sujeitará a nenhum tipo de ameaça”.

No último sábado (14) um grupo que estava na Praça dos Três Poderes lançou fogos de artifício em direção ao STF. A Procuradoria-Geral da República investiga o caso.

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