Política & Justiça

Câmara de Goiânia cria CEI para investigar leitos e valores de UTI

O objetivo é apurar o valor e o número de UTIs da rede privada de saúde disponíveis para pacientes com covid-19

diario da manha

Um Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi criada para investigar a disponibilidade de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) a pacientes com covid-19. A missão foi criada pela Câmara de Vereadores de Goiânia que propôs cobrar dados sobre as vagas na rede particular.

A CEI deve ser instalada ainda nesta quinta-feira (25) em publicação do Diário Oficial do Município (DOM). A Comissão deve investigar se alguma das vagas de leitos de UTI na rede particular está sendo utilizada para procedimentos eletivos. Além de apurar o valor cobrado para elas serem disponibilizadas a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Câmara publicou em seu site que o presidente da Casa, Romário Policarpo (Patriota), apontou que os preços cobrados nessas contratações de leitos passaram de cerca de R$ 1,8 mil para R$ 6 mil. Ele alegou quem investigar esses valores.

O objetivo descrito na solicitação da Comissão é “apurar o total do número de UTIs da rede privada de saúde disponíveis para o tratamento de pacientes acometidos pelo coronavírus, bem como o valor que é cobrado pelos entes estatais e das administradoras de planos de saúde pela utilização do leito”.

Comissão pode cobrar soluções ao investigar leitos de UTI

O parlamentar Paulo Dhaer (PMN), autor da sugestão, afirmou que a Comissão irá melhorar as condições de verificação e cobrar soluções a partir dos dados. “Vejo na iniciativa privada a saída para solucionar os problemas e ampliar esses leitos. […] As pessoas estão morrendo, então temos que ter uma rede ampla de UTIs, dar condições aos donos de UTIs de aumentar a oferta de leitos”, alegou.

Já o vereador Andrey Azeredo (MDB), afirmou que criar a Comissão é uma atitude desnecessária, pois não gera resultado concreto. Para ele, deve-se focar esforços no combate à doença e ser exato nas ações.

“Vamos gastar tempo, energia, ansiedade, tumulto até encerrar esse período e provavelmente sem efeito concreto. […] Como serão feitas as diligências em hospitais se temos contaminação até na Câmara, que está fechada? É incoerente”, justificou.

*Com informações do G1

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