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“Quer botar a culpa em mim?” afirma Bolsonaro sobre economia do país

Presidente deixou claro mais uma vez, seu descontentamento com as medidas de isolamentos tomadas desde o início da pandemia

diario da manha
(Brasília - DF, 16/09/2020) Gravação de discurso para a 75ª Assembleia Geral da ONU. Foto: Marcos Corrêa/PR

Nesta quarta-feira (14) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em conversa com seus apoiadores no jardim do Palácio da Alvorada, deixou mais uma vez claro seu descontentamento com as medidas de isolamento tomadas desde o início da pandemia.

Segundo ele, agora é o momento de “pagar a conta” devido às ações de segurança tomadas em recomendação da OMS para evitar a propagação da COVID-19. A economia no país passa por dificuldades, e o presidente afirmou que as consequências disso se deu em relação ao lockdown geral nos primeiros meses de pandemia.

“O papo não era: ‘Fica em casa, a economia a gente vê depois?’ Chegou a conta para pagar. Agora, quer botar a culpa em mim?” afirmou o presidente Jair Bolsonaro.

Vale ressaltar que, mesmo com as medidas de segurança tomadas, e seguindo a recomendação da Organização Mundial da saúde, ainda não foi necessário para evitar que o Brasil ficasse em segundo lugar no ranking dos países com mais casos e óbitos por coronavírus, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, onde o presidente, Donald Trump, segue a mesma linha de pensamento de Jair Bolsonaro. Esse número poderia ser ainda maior, e o estrago deixado avassalador.

Previsões do FMI para o PIB de 2020 — Foto: Economia G1

Ainda em sua fala, o presidente elogiou o agronegócio, e disse que caso o trabalhador do campo parasse de trabalhar durante a pandemia, ao invés de valores elevados no preço do arroz, teríamos a escassez do produto. Voltou afirmar que não fará tabelamento dos produtos para que o Brasil não chegue na mesma situação da Venezuela, onde não existe o suficiente para atender a população. A Venezuela é um dos principais importadores de arroz do Brasil, informação ignorada por Bolsonaro ao fazer as afirmações.

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