Brasil

Bolsonaro informa ao Senado que Chico Rodrigues deixa vice-liderança

Saída acontece "em atenção ao pedido" de Rodrigues, informa o presidente

diario da manha

Nesta quinta-feira (15) o “Diário da União” (DOU) publicou em edição extra uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro ao Senado na qual informa a saída do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) da vice-liderança do governo na Casa. Segundo a mensagem, a saída acontece “em atenção ao pedido” de Rodrigues.

A Polícia Federal encontrou dinheiro na cueca e nas nádegas de Rodrigues em uma operação deflagrada na última quarta-feira (14), em Roraima. A ação buscou desmantelar um esquema milionário de desvio de recursos públicos que deveriam ter ido para o combate da Covid-19. Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil.

“Nos termos do art. 66-A do Regimento Interno dessa Casa do Congresso Nacional, em atenção ao pedido do Senhor Senador Francisco de Assis Rodrigues, solicito providências para a sua dispensa da função de Vice-Líder do Governo no Senado Federal”, diz o texto publicado no DOU.

Após a saída de Chico Rodrigues, o Palácio do Planalto informou por meio de nota, que a ação da Polícia Federal e da GCU que flagrou o senador com dinheiro “é a comprovação da continuidade do governo no combate à corrupção em todos os setores da sociedade brasileira, sem distinção ou privilégios.

Na manhã de hoje, Bolsonaro comentou o caso a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada e afirmou que “não tinha nada a ver com isso “. O presidente ainda culpou a imprensa por relacioná-lo ao caso e tentou se afastar do senador.

Porém, quando Chico Rodrigues tornou-se vice-líder do governo em março do ano passado, ele afirmou que foi o próprio presidente que o escolheu para o cargo. Além disso, como representante do governo no Senado, Chico Rodrigues tem trânsito livre no Palácio do Planalto, com direito a encontros frequentes com Bolsonaro.

Após a operação, a permanência de Chico Rodrigues como vice-líder do governo era vista como insustentável. A expectativa era de que, se não pedisse para sair, seria retirado da função para não prejudicar mais ainda a imagem do governo.

“A operação de ontem é fator de orgulho para o meu governo, para o meu ministro Wagner Rosário e para a minha Polícia Federal, e não isso que a imprensa está falando agora, que tenho a ver com essa corrupção”, afirmou.

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