Opinião

A hora da verdadeira solidariedade

“Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias. Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas”. Salmo 34

diario da manha
Adolfo Ribeiro Valadares é Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás o- GLEG

Adolfo Ribeiro Valadares

A humanidade padece com uma crise provocada por uma doença contra a qual a ciência não estava devidamente preparada. Desde a Segunda Guerra Mundial a população mundial não se via diante de uma situação tão alarmante e que ceifa tantas vidas em tão curto espaço de tempo.

Essa pandemia tem provocado distanciamento das pessoas, obrigatório como forma de frear a disseminação do vírus, e a paralisação de inúmeras atividades econômicas se tornou um flagelo ainda maior para milhares de irmãos que ficam sem seus proventos. Mesmo reclusos pra garantir a segurança nossa e de nossas famílias precisamos buscar ensinamentos valiosos para superar esse momento difícil.

A maçonaria é uma instituição que por milênios tem buscado a evolução de seus integrantes em seus mais amplos preceitos. Evolução cultural, intelectual, moral e espiritual. Em nossa Sublime Ordem um preceito basilar é a crença em Deus, um princípio criador a quem chamamos Grande Arquiteto do Universo e isso nos remete à confiança em uma força superior que nos guia em momentos de grave atribulação como vivemos agora.

Sendo uma instituição que busca o bem da humanidade e pratica a fraternidade a maçonaria precisa ser uma verdadeira luz a conduzir sua grande família nesses tempos tenebrosos. Cada um de nós precisa pensar na bondade que é preciso vivenciar a cada dia para superarmos essa crise. Isso deve ser traduzido em atividades que disseminem o bem e o amor fraterno, únicas ferramentas capazes de dissipar o mal que nos rodeia.

Os irmãos e a grande família maçônica precisam exercitar ao máximo nesse momento de dor e incerteza sua criatividade para manter a vigilância e evitar o contágio e ao mesmo tempo praticar a fraternidade como forma de minimizar as dores que surgem. Muitos já se mobilizam e cuidam da distribuição de alimentos, produtos de higiene, roupas e agasalhos para o frio que está chegando. Comida aos necessitados, paz de espírito para quem está no desespero, alento para os que sofrem. Todas essas ações são o primado dos ensinamentos que nossa Ordem ministra aos seus iniciados.

Mas, precisamos abrir os olhos e o coração para saber qual ensinamento vamos abstrair dessa tribulação tamanha que chegou até nós. Precisamos saber que é preciso cuidar mais uns dos outros e dividir para não perder tanto. Devemos nos lembrar do valor de um aperto de mão e um fraterno abraço porque agora estamos privados de uma gesto simples assim. Mas, precisamos nos lembrar que precisamos cuidar do planeta como nosso lar, onde vivemos e damos brilho em nossas almas, não como um estoque de exploração que não se esgota.

E devemos buscar mais a Deus e seus ensinamentos, porque todo o resto nos é concedido. Oremos pelos irmãos que são ceifados e pelos que sofrem nessa pandemia. Lembremos de agradecer pelo que temos e somos. Acreditemos que isso vai passar e que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, nos proverá de paz, sabedoria e que a harmonia voltará a reinar. Que assim seja.

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