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OPINIÃO

Vocações – uma dádiva ao nosso despertar para o bem-comum

Quan­do os seus ta­len­tos en­con­tram as ne­ces­si­da­des do mun­do, ali es­tá a sua VO­CA­ÇÃO.

Aris­tó­te­les

Du­ran­te o mês de agos­to a igre­ja ca­tó­li­ca se vol­ta a um te­ma mui­to im­por­tan­te: as vo­ca­ções. Es­se te­ma re­fle­te acer­ca das ações da igre­ja, cu­jas pes­so­as que re­a­li­zam tais ações, per­ten­cem a um uni­ver­so de com­pe­tên­cias di­fe­ren­ci­a­das, po­rém, com o mes­mo ide­al – o de fa­zer pro­pa­gar a pa­la­vra de Deus no mi­nis­té­rio do amor, da fra­ter­ni­da­de e da do­a­ção ao ser­vi­ço da igre­ja. O mês vo­ca­cio­nal tem co­mo ob­je­ti­vo con­sci­en­ti­zar as co­mu­ni­da­des da res­pon­sa­bi­li­da­de que elas com­par­ti­lham no pro­ces­so vo­ca­cio­nal. Pre­sen­te na mai­o­ria das pa­ró­quias, a Pas­to­ral Vo­ca­cio­nal tem bus­ca­do ce­le­brar es­te mês com ani­ma­ção e cri­a­ti­vi­da­de ten­do sem­pre por fim sus­ci­tar no­vas vo­ca­ções.

Re­fle­tin­do na ideia de res­pon­sa­bi­li­da­de vo­ca­cio­nal, fa­ço aqui um pa­ra­le­lo do que é a vo­ca­ção ao ser­vi­ço da igre­ja, com a vo­ca­ção ao ser­vi­ço que se pres­ta fo­ra da igre­ja. O vo­ca­cio­na­do ao ser­vi­ço da igre­ja re­ce­be um cha­ma­do de Deus pa­ra tra­ba­lhar o que as pes­so­as têm de mais ca­ro: a pro­xi­mi­da­de com Deus, por meio do amor ao pró­xi­mo, da au­to­es­tis­ma, do con­ví­vio na fa­mí­lia, etc. En­ten­do que, com igual in­ten­si­da­de, a vo­ca­ção ao ser­vi­ço que se pres­ta à co­mu­ni­da­de, por to­dos os mei­os pos­sí­veis, é tam­bém re­a­li­za­do pe­la vo­ca­ção que ca­da pes­soa tem. Sen­do as­sim, o tra­ba­lho, que faz par­te do nos­so co­ti­dia­no, que nos pro­por­ci­o­na o sus­ten­to pa­ra nos­sa so­bre­vi­vên­cia, de­ve ser hon­ra­do, dig­no do nos­so sa­lá­rio, do nos­so es­for­ço, com a con­sci­ên­cia de que es­ta­mos exer­cen­do um ofí­cio, pe­la vo­ca­ção. A vo­ca­ção por­tan­to, ao meu ver, é uma dá­di­va pa­ra o nos­so des­per­tar ao ser­vi­ço de Deus, por meio da Igre­ja, bem co­mo, pa­ra a pres­ta­ção de ser­vi­ços so­ci­e­da­de ci­vil, cu­ja co­mu­ni­da­de ca­re­ce de bons aten­di­men­tos, de­li­ca­de­za, pres­te­za e aten­ção. O nos­so “su­or” é pre­sen­te de Deus, com a ga­ran­tia da res­pon­sa­bi­li­da­de que ca­da um de nós car­re­ga­mos por tu­do fa­ze­mos.

Fa­ço uma pe­que­na re­tros­pec­ti­va do que foi alu­di­do so­bre as vo­ca­ções no mês de agos­to, pa­ra re­al­çar a gran­de­za des­ses even­tos na igre­ja ca­tó­li­ca e que ser­vem co­mo exem­plos de de­di­ca­ção ao ofí­cio de tra­ba­lhar e ser­vir ao pró­xi­mo!

Pri­mei­ro Do­min­go, Vo­ca­ções Sa­cer­do­tais – Dia do Pa­dre. O sa­cer­do­te age em no­me de Cris­to e é seu re­pre­sen­tan­te den­tro da­que­la co­mu­ni­da­de;

Se­gun­do Do­min­go, Vo­ca­ção Fa­mi­liar – Dia dos Pa­is. Ce­le­bra-se a vo­ca­ção da fa­mí­lia na pes­soa do pai;

Ter­cei­ro Do­min­go, Vo­ca­ções Re­li­gi­o­sas – Dia da Vi­da Re­li­gi­o­sa. A Igre­ja lem­bra dos re­li­gi­o­sos, ho­mens e mu­lhe­res que con­sa­gra­ram su­as vi­das a Deus e ao tra­ba­lho com o pró­xi­mo;

Quar­to Do­min­go, co­me­mo­ra-se as Vo­ca­ções Lei­gas – Dia dos Mi­nis­té­ri­os Lei­gos. Nes­se dia ce­le­bra­mos to­dos os lei­gos que, en­tre fa­mí­lia e afa­ze­res, de­di­cam-se aos tra­ba­lhos pas­to­ra­is e tam­bém mis­si­o­ná­rios. Os lei­gos atuam co­mo co­la­bo­ra­do­res dos pa­dres na ca­te­que­se, na li­tur­gia, nos mi­nis­té­ri­os de mú­si­ca, nas obras de ca­ri­da­de e nas di­ver­sas pas­to­ra­is exis­ten­tes. O lei­go in­cor­po­ra a mis­são de evan­ge­li­zar ten­do a con­sci­ên­cia do cha­ma­do de Deus pa­ra par­ti­ci­par ati­va­men­te da Igre­ja, con­tri­buin­do pa­ra a ca­mi­nha­da e o cres­ci­men­to das co­mu­ni­da­des ru­mo ao Rei­no de Deus.

Ho­je, dia das vo­ca­ções lei­gas, in­cluo-me no pro­ces­so des­se mi­nis­té­rio, por vo­ca­ção e por mo­ti­va­ção fa­mi­liar, pois edu­quei-me em um am­bi­en­te re­li­gi­o­so de de­di­ca­ção aos tra­ba­lhos da igre­ja. Des­sa for­ma, ti­ve a gra­ça de en­con­trar res­pal­do no ma­tri­mô­nio, pa­ra per­ser­ve­rar-me nas ati­vi­da­des que sem­pre me pro­por­ci­o­na­ram a fi­de­li­da­de e o com­pro­mis­so com Deus, ten­do meu ma­ri­do e meus fi­lhos co­mo ali­a­dos. Agre­go as mi­nhas ati­vi­da­des no ser­vi­ço vo­ca­cio­na­do, o meu tra­ba­lho, ao qual te­nho de­di­ca­do com to­da a mi­nha vo­ca­ção e von­ta­de de cum­prir com os meus com­pro­mis­sos, com mi­nha con­sci­ên­cia. São fo­mas de pres­ta­ção de ser­vi­ço ao pró­xi­mo.– Du­as si­tu­a­ções que se com­ple­tam aos olhos de Deus.

As­su­mir uma vo­ca­ção é do­ar-se pe­lo Evan­ge­lho, pe­la re­a­pon­sa­bi­li­da­de e pe­la von­ta­de de ser­vir. É es­tar jun­to a Cris­to em sua mis­são. É po­der con­tem­plar os re­sul­ta­dos de nos­sas ações e ter a cer­te­za de que cum­pri­mos o nos­so de­ver com gran­de­za, por­que tu­do deu cer­to.

Pe­ça­mos a Deus-Pai âni­mo, pa­ra pros­se­guir­mos nes­sa mis­são e, tam­bém, que Ele des­per­te o de­se­jo da vo­ca­ção e da con­sci­en­ti­za­ção das pes­so­as ao ser­vi­ço de evan­ge­li­zar, ao ofí­cio de exer­cer o efe­ti­vo tra­ba­lho que sus­ten­ta, que re­a­li­za, que dig­ni­fi­ca, que pros­pe­ra e que pro­mo­ve a nos­sa a so­bre­vi­vên­cia.

(Cé­lia Va­la­dão Se­cre­tá­ria Mu­ni­ci­pal de Po­lí­ti­cas pa­ra as Mu­lhe­res, Can­to­ra e Ba­cha­rel em Di­rei­to)

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