Opinião

O PMDB não tem moral para cobrar nada de ninguém

diario da manha
Foto:Reprodução

O governador Marconi Perillo não vai jogar o dinheiro da venda da CELG no ralo, como fez o pai do deputado federal Daniel Vilela, ao vender a Usina de Cachoeira Dourada, sustentáculo econômico da CELG. Tanto que a empresa se tornou inviável sem a sua geradora de energia elétrica. Pelo menos até hoje, ninguém sabe onde foram parar os recursos obtidos no negócio e ninguém do PMDB explica o sumiço de tantos milhões pertencentes ao povo goiano. Ao estabelecer o Programa Goiás Na Frente, o governador está demonstrando transparência, compromisso com a lisura e eficiência nos investimentos em todos os municípios goianos, sobretudo em obras estruturantes, imprescindíveis para o crescimento sustentável da nossa economia. Sabendo do volume de obras e investimentos do governo, a oposição já começa a campanha eleitoral extemporânea, mais uma vez, de maneira equivocada, pois, ao invés de reconhecer avanços e a mudança de patamar do Estado de Goiás, ela prefere achincalhar o nosso povo, diminuir a importância do nosso estado no cenário nacional e ver um caos administrativo que só existe nos estados governados justamente pelo PMDB e seus aliados. Engraçado que, em Goiás, o PMDB pode se aliar tanto ao PT de Lula, quanto ao DEM, que o mesmo Lula prometeu destruir. Risível.

Talvez o que o PMDB queira, como resultado de sua fome de poder, seja que Goiás fique parecido com o Rio de Janeiro de Sérgio Cabral e seus asseclas, onde o partido comandou governos corruptos, incompetentes e que levaram uma das mais ricas unidades da Federação à bancarrota, com salários dos funcionários ativos e inativos em atraso; fornecedores sem pagamento; falta de insumos básicos nos hospitais; polícias Civil e Militar desrespeitadas e à mercê de bandidos; famílias desesperadas e sem perspectiva de nenhuma melhora na situação por alguns anos. O Rio de Janeiro só tem uma saída: defenestrar o PMDB do governo, elegendo alguém capaz de reorganizar e limpar os gabinetes do governo das gordas ratazanas ali instaladas.

Porém, o PMDB não quebrou só um Rio, fez questão de secar logo dois. Tudo o que o povo gaúcho fez ao longo da sua história, o PMDB arrasou em pouco tempo. Bons tempos aqueles em que o Rio Grande do Sul era referência quando os assuntos eram economia pujante; agronegócio poderoso; modernização; exportação de boas ideias e respeito ao dinheiro público. Hoje, o Rio Grande do Sul é apenas uma caricatura de seu passado glorioso, graças à inoperância e falta de projetos dos governos do PMDB.

O portfólio do PMDB também inclui Renan Calheiros, Valdir Raupp, José Sarney, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Edson Lobão e Jader Barbalho, todos investigados na Operação Lava Jato. Dois destes, Calhorda e Sarna, fizeram com que os estados de Alagoas e Maranhão sejam conhecidos pela imensa fortuna das suas castas políticas e a extrema pobreza de grande parte de suas populações.

Em Goiânia, até agora, abril de 2017, o PMDB não disse a que veio. O prefeito Iris Rezende, na campanha (como sempre) prometeu que iria resolver o problema do transporte coletivo IMEDIATAMENTE, assim que assumisse o mandato. O goianiense deve estar feliz da vida com os ônibus superlotados; com ar condicionado a forno; serviços de bordo, como agendamento de assaltos; ônibus novos, se comparados a sucatas imprestáveis; tarifas baratas por tanta qualidade no serviço e até o direito de borrifos de essência de eucalipto para que a sensação saúna seja mais real. Nas ruas, é preciso escolher em qual buraco se irá cair, por ordem de tamanho. O matagal nos bairros já tomou proporções amazônicas e o lixo passou a fazer parte da paisagem urbana da nossa bela Capital.

Portanto, fica muito fácil para líderes novos de cabeça arcaica e líderes arcaicos com cabeças ainda mais; jogarem pedras num governo que é reconhecido como o mais eficiente do Brasil e que anteviu a grave crise que se avizinhava, tomando medidas saneadoras e que proporcionaram milhões em economia ao cofres públicos de Goiás, evitando que nossos servidores ficassem sem pagamento; os fornecedores quebrassem e os serviços essenciais fossem paralisados, fazendo com que o povo sofresse sem os investimentos necessários ao nosso desenvolvimento, o que poderia agravar ainda mais o desemprego, a fome, a violência e o medo dos cidadãos. Marconi age e não fica culpando ninguém pelas dificuldades que precisa enfrentar.

É óbvio que Goiás não é uma ilha e sofreu algumas consequência da crise nacional, o que impossibilitou que todas as obras fossem concluídas no tempo desejado. O nosso diferencial é que temos um governador que corre atrás das soluções e vai onde tiver que ir para buscar recursos federais; oferecer programas de sucesso ao Brasil; liderar missões internacionais sempre proveitosas e fazer com pouco o que alguns não fariam com muito dinheiro.

Recentemente, o governador Marconi Perillo anunciou o Programa Goiás Na Frente, que prevê investimentos de mais de 9 bilhões de reais em infraestrutura; Saúde; Ciência Tecnologia e Inovação; Habitação e Saneamento, em TODOS os 246 municípios goianos. Quem sentirá os efeitos positivos deste trabalho do Governo em suas vidas são os cidadãos goianos e isso vai ficar claro com o término de algumas e o início de tantas outras obras.

Voltando ao deputado federal Daniel Vilela, para quem não sabe, ele é aquele que moldou um projeto para repassar às operadoras de telefonia um patrimônio público avaliado em mais de 100 bilhões de reais de mão beijada. Deve ser algo hereditário. É claro que ele quer dar todo esse dinheiro para as operadoras sem receber nada em troca, apenas como prêmio pelos “excelentes” serviços que essas empresas prestam ao povo brasileiro, por precinhos tão “irrisórios”. Para atender aos interesses do povo goiano, por enquanto, o deputado Daniel Vilela ainda não apresentou nada de relevante.

Marconi Perillo incomoda a oposição por estar sempre à frente nas ações de governo exitosas, nas articulações políticas e na montagem de chapas competitivas em todas as eleições das quais participa. Fazer a oposição dar chiliques a cada eleição, só é possível pela sagacidade de Marconi e a mais evidente incompetência do PMDB e de seus aliados, que quando conseguem alguma renovação interna é na direção do atraso, aliando-se ao que há de pior e de mais truculento na política goiana.

João Aquino Batista, jornalista e escritor

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