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Jornalistas são mortos enquanto gravavam documentário sobre caça ilegal

Além dos dois jornalistas espanhóis, o ataque ainda matou um ativista irlandês. Um homem burquinense ainda está desaparecido, segundo autoridades locais

diario da manha

O governo espanhol confirmou a morte de dois jornalistas nessa terça-feira (27), após um ataque que aconteceu no dia anterior em Burkina Faso, país da África. A dupla foi morta na segunda-feira (28) enquanto gravava um documentário sobre as tentativas do governo do país de impedir a caça ilegal na região. Além deles, o irlandês Rory Young, diretor da ONG Fundación Chungeta Wildlife, também morreu no ataque.

O jornal The Guardian informou que o ataque foi atribuído aos jihadistas. Na ação, homens armados saíram de duas caminhonetes e uma dúzia de motos e atacaram a equipe. As vítimas haviam deixado o comboio para fazer uma gravação aérea com um drone quando foram surpreendidos.

Um homem burquinense ainda está desaparecido, de acordo com autoridades locais. Ele acompanhava a equipe nas gravações por ser membro dos serviços de segurança e conhecia bem a região onde o crime aconteceu, na área da floresta classificada de Pama, perto de Natiaboani.  

O espanhol David Beriáin, que morreu no ataque, era um jornalista conhecido e já havia gravado documentários em outras regiões de conflito. A outra vítima era o cinegrafista espanhol Roberto Fraile.

Repercussão

Ao confirmar as mortes, o chefe de governo espanhol reafirmou o reconhecimentos aos que “como eles realizavam um jornalismo corajoso e essencial nas zonas de conflito, diariamente.

Para o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, “os terroristas mostraram mais uma vez sua covardia e seu rosto criminoso: os defensores de um obscurantismo que aniquila toda a liberdade de expressão”.

O Ministério de Relações Exteriores da Irlanda, afirmou que “esteve em contato com a família do cidadão irlandês e proporcionou todo o apoio consular possível”.

*Com informações do Metrópoles.

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