Mundo

Escolas do mundo sem instalações para lavar as mãos somavam 43% em 2019

"Nos 60 países onde os riscos de uma crise de saúde e humanitária são muito altos devido à Covid-19, três em cada quatro crianças não tinham como lavar as mãos nas escolas quando epidemia surgiu", ressalta comunicado divulgado nesta quinta-feira (13) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas (Unicef)

diario da manha
Fila para receber refeições em Langa, Cidade do Cabo, em maio de 2020. Foto: AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) declararam que 43% das escolas do mundo “não tinham instalações básicas para lavar as mãos” em 2019, no início da pandemia. As considerações foram feitas por meio de um comunicado em conjunto divulgado nesta quinta-feira (13). As informações são da agência AFP e foram publicadas pela revista IstoÉ.

De acordo com a reportagem, os órgãos avaliam que 818 milhões de crianças no planeta não contavam com acesso à água e sabão nesse período. “Colocando-as em maior risco de contrair o novo coronavírus e outras doenças”, enfatiza o texto.

“Nos 60 países onde os riscos de uma crise de saúde e humanitária são muito altos devido à Covid-19, três em cada quatro crianças não tinham como lavar as mãos nas escolas quando epidemia surgiu”, ressaltaram.

Conforme a matéria, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, realçou no comunicado a necessidade da limpeza das mãos no combate à Covid-19.

“O acesso a um abastecimento de água e higiene mínima são essenciais para prevenir a infecção em todos os ambientes, incluindo escolas”, apontou o Ghebreyesus.

Segundo o site, ele ainda acrescentou que devido à importância da higienização essa medida de enfrentamento “deve ocupar um lugar central nas estratégias dos governos com vista à reabertura e ao funcionamento seguro das escolas num momento em que a pandemia Covid-19 continua”.

Conforme a publicação, a diretora-geral do Unicef destacou que “a aprendizagem das crianças é uma prioridade e é necessário ter certeza de que as escolas podem abrir com segurança, incluindo lavatórios, água potável e saneamento adequado”.

Comentários