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Aplicativo chinês TikTok será proibido nos EUA

A medida surge depois de autoridades estadunidenses demonstrarem preocupação com a plataforma. Segundo elas, a rede social pode ser utilizada como serviço de inteligência chinesa

diario da manha
Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ontem (31) que irá proibir o aplicativo chinês TikTok no território norte-americano. “Em relação ao TikTok, vamos proibi-lo nos Estados Unidos”, anunciou Trump direto do avião presidencial Air Force One.

A medida surge depois de autoridades estadunidenses demonstrarem preocupação com a plataforma. Segundo elas, a rede social pode ser utilizada como serviço de inteligência chinesa. As informações são da agência AFP e foram publicadas pela revista IstoÉ.

“Em relação ao TikTok, vamos proibi-lo nos Estados Unidos”, afirmou Trump. De acordo com a reportagem, o app é investigado pelo Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos, CFIUS (sigla em inglês para Committe on Foreing Investment in the United States). Essa agência analisa quais empresas ou operações não representam riscos contra a segurança nacional.

Conforme a matéria, as preocupações de funcionários e legisladores foram apresentadas nas últimas semanas. Dentre elas está o receio da rede social ser utilizada pela China como forma de espionagem, conforme a matéria.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, pontuou na última quarta-feira (29) que desenvolveria uma “recomendação” sobre o aplicativo nesta semana.

Apesar disso, o aplicativo sempre negou o compartilhamento de dados com representantes chineses. Reforça ainda que não tem a intenção de aceitar pedidos relacionados à isso.

TikTok é um aplicativo de vídeos que pertence à ByteDance, empresa com sede na China. Tem aproximadamente um bilhão de usuários em todo o mundo e é popular entre os jovens.

Venda em nome da segurança nacional

Segundo a publicação, alguns meios de comunicação dos EUA apontaram que, antes de realizar o anúncio, Trump pretendia obrigar que o grupo ByteDance vendesse o TikTok.

Conforme o jornal The Wall Street Journal e a agência Bloomberg, o presidente se preparava para assinar um documento que obrigava a empresa-mãe chinesa a se distanciar do aplicativo. A ação buscaria proteger a segurança nacional.

Por sua vez, o aplicativo enfatizou à reportagem: “confiamos no sucesso do TikTok a longo prazo”. “Centenas de milhões de pessoas vêm ao TikTok para se entreter e conectar, inclusive nossa comunidade de criadores e artistas que vivem graças à plataforma”, complementou.

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