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Polícia Federal investiga comercialização de vacina clandestina

diario da manha

A Polícia Federal (PF) investiga se o presidente da Gasmig, Pedro Magalhães Bifano, participou do esquema de vacinação clandestina em Belo Horizonte. De acordo com a corporação, acredita-se que a cuidadora de idosos, Claudia Freitas, utilizava soro fisiológico no lugar do imunizante. Claudia se apresentava como enfermeira e era responsável por aplicar as doses.

Segundo a PF, Bifano será ouvido como uma das pessoas que teriam contratado os serviços da falsa enfermeira. A suposta vacinação teria ocorrido na garagem da empresa Saritur, região noroeste de BH, nos dias 22 e 23 do mês passado. Foi apurado que cerca de pelo menos 80 pessoas passaram pelo local naquelas duas noites.

A Gasmig é uma empresa que fornece gás natural no Estado. Ela ainda tem como controladora a estatal Companhia Energética de Minas (Cemig), ligada a gestão do governador Romeu Zema (Novo).

Segundo o Estadão, o dirigente da companhia disse que chegou a marcar data para tomar a “vacina” da falsa enfermeira, mas afirmou ter recuado. “Perguntei: vou ter o cartão de vacinação, para que eu possa mostrar quando viajar, por exemplo? Me responderam que não. Aí, desisti”, contou.

Pedro informou que um amigo foi quem lhe falou sobre o serviço da falsa enfermeira. Ele completou dizendo que vai completar 65 anos em junho e que em breve será imunizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A gestão Zema ainda não se manifestou. A polícia identificou possíveis contratantes dos serviços da falsa enfermeira no setor têxtil da cidade, além do presidente da Gasmig.

Mais sobre o caso

Na última terça-feira (6), o dono de um haras, Marcelo Martins Araújo, afirmou em depoimento à PF que comentou com Rômulo Lessa, da Saritur, sobre os serviços da cuidadora. Porém, ele negou ter indicado a mulher ao empresário. Araújo confirmou à Polícia que comprou da cuidadora de idosos o que acreditava ser vacina para covid-19.

O advogado do dono do haras, Juliano Brasileiro, afirma que seu cliente “prestou esclarecimentos à autoridade policial na qualidade de vítima/testemunha, oportunidade em que esclareceu ter adquirido da sra. Cláudia Freitas, que se apresentou como enfermeira, aquilo que acreditava ser vacinas contra a covid da Pfizer regularmente importadas”. A farmacêutica americana nega ter vendido vacinas para grupos particulares.

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