Goiás

Filho se emociona ao tocar violino no enterro da mãe

Segundo Rafael, a mãe testou positivo para a covid-19 no dia 6 de março. Porém, não apresentou sintomas graves da doença e seguiu em isolamento, em casa

diario da manha
(Foto: Rafael Borges/Arquivo pessoal)

O jovem músico Rafael Borges, de 20 anos, emocionou tocar violino durante o enterro da mãe, em Moiporá, no oeste goiano. Em vídeo que circula pelas redes sociais, o sepultamento aconteceu no cemitério de Messianópolis. A cerimônia foi misturada à melodia do violino e choro dos que mais amavam Selma Maria Borges de Oliveira, que morreu de Covid-19.

De acordo com familiares, Selma foi enterrada na manhã do ultimo domingo (14) em cerimônia reservada. No entanto, a homenagem durou cerca de cinco minutos, e foi um pedido de Selma ao filho ainda em vida.

“Quando recebi a notícia que ela não tinha resistido, foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Eu me lembro como se fosse ontem ela falando que queria que tocassem essa música quando ela morresse. E foi o que eu fiz. Não consegui falar nada, apenas tocar”, conta Rafael ao G1.

Segundo Rafael, a mãe testou positivo para a covid-19 no dia 6 de março. No entanto, não apresentou sintomas graves da doença e seguiu em isolamento, em casa. Porém na ultima quinta-feira (11), começou a sentir falta de ar e foi levada ao Hospital Regional de São Luís de Montes Belos.

O filho relata que Selma tossia muito durante os banhos, e já chegou na unidade de saúde precisando de oxigênio. Um dia após ser internada, ela foi entubada por conta da baixa saturação, em seguida sofreu uma parada cardíaca. Mesmo após ser reanimada, morreu no dia seguinte.

Apelo de Rafael sobre a mãe

Bastante emocionado, Rafael conta que esteve ao seu lado em seus últimos dias de vida. Devido ao fato de ter acompanhado de perto o trabalho dos profissionais da saúde, ele faz apelo para que a população não minimize a pandemia.

“Eu vi com os meus próprios olhos que esse vírus mata. Eu ouvi muita gente falar que os médicos estavam matando as pessoas, que não tinha lógica tanta gente morrer assim. Mas eu posso falar com toda a certeza do mundo que eles estão fazendo além do que podem. Esse vírus mata. Matou a minha mãe e pode matar muita gente”, afirma.

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