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Comitê Olímpico do Brasil vê pelo menos 40 nomes com boas chances de medalhas em Tóquio

Expectativa da entidade é que a delegação brasileira supere as 19 medalhas conquistadas em 2016, no Rio de Janeiro

diario da manha
Martine Grael e Kahena Kunze, ouro na vela em 2016, podem repetir o feito em 2021 (Foto: Wander Roberto/COB)

No dia 23 de junho, em apenas 70 dias, começam as Olimpíadas no Japão. Por mais que não seja amplamente divulgado, o Brasil tem um objetivo na Terra do Sol Nascente: superar o número de conquistas do Rio de Janeiro. Há cinco anos, o país encerrava as Olimpíadas com 19 medalhas conquistadas, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze.

Para 2021, a meta é uma medalha a mais que em 2016. Porém, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) entende que as projeções mudaram. O adiamento da competição em um ano, algo que nunca havia acontecido na história dos Jogos Olímpicos, traz algumas incertezas para a entidade.

Mas onde há incertezas também pode haver boas expectativas – e isso não falta dentro da delegação brasileira. Conheceremos agora alguns dos principais candidatos a pódios no Japão.

Para conquistar uma medalha é necessário, obviamente, alcançar a decisão. Dos 223 atletas brasileiros que até agora conquistaram a vaga para os Jogos Olímpicos na Ásia, o COB considera cerca de 40 nomes com grandes postulantes a uma posição no pódio.

Alguns deles são considerados fortes candidatos para a medalha de ouro, como é o caso de Pâmela Rosa, do skate e de Gabriel Medina e Ítalo Ferreira, do surfe. Pâmela é campeã mundial de skate street e líder do ranking mundial. Ítalo é o atual campeão do circuito mundial, posto que Medina ocupou por duas vezes, em 2014 e 2018.

O canoísta em velocidade Isaquias Queiroz, detentor de três medalhas olímpicas, é o atual campeão mundial da categoria C1 1000m e medalha de bronze na C2 1000m, onde faz parceria com Erlon Souza.

Martine Grael e Kahena Kunze, atuais campeãs olímpicas da vela na categoria 49er FX, se separaram depois da vitória no Rio e em 2018 reeditaram a dupla ouro olímpico. As vitórias no evento-teste para as Olimpíadas e no Mundial em 2019 mostraram que mesmo estando dois anos afastadas o entrosamento está em dia.

O vôlei é outra modalidade que o Brasil vê como boa oportunidade de beliscar uma medalha de ouro, tanto na quadra, com o atual time campeão, quanto na praia, com Ághata e Duda.

Outras modalidades podem brigar por uma vaga no pódio. O judô, que tradicionalmente está entre as cabeças da modalidade, também é esperança de medalha. Mayra Aguiar, bicampeã mundial e com duas medalhas olímpicas de bronze no currículo, em Londres 2012 e no Rio 2016, é grande candidata a subir no pódio novamente.

O ginasta Arthur Zanetti, Henrique Avancini no montain bike e a própria seleção masculina no futebol também são considerados candidatos para colocarem uma medalha no peito em Tóquio.

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