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Casagrande responde críticas de dirigente do Atlético-GO: "não deve nada?"

Comentarista havia criticado o fato do Atlético ter recebido a vacina contra a Covid-19. Jovair Arantes disse que o comentarista era "viciado em droga" e que "incentivava o tráfico"

diario da manha
Jovair Arantes e Casagrande (Foto: Reprodução/Lance!)

O comentarista do Grupo Globo, Walter Casagrande, respondeu em seu blog “De Peito Aberto” ao comentário de Jovair Arantes, ex-deputado federal e presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-GO, em que o mandatário dizia que o ex-atacante “é um viciado”.

O comentarista criticou o fato do Dragão ter recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Paraguai, depois da vitória sobre o Libertad na última quarta-feira (6). Casagrande considerou a atitude do clube goiano “absurda” e que existia uma “falta de respeito e empatia” por parte do clube com as vítimas da Covid-19.

Já no domingo (9), antes da semifinal do Goianão entre Atlético-GO e Grêmio Anápolis, Jovair Arantes deu a seguinte declaração em entrevista à Rádio BandNews FM de Goiânia:

– Se perguntasse se ir lá no Paraguai buscar cocaína era bom, ele iria falar que é, porque ele é viciado em droga não está acostumado com preparo físico, com qualidade de vida, com respeitar a vida, com preservar vidas. Que qualificação moral que aquele senhor tem para fazer qualquer crítica a qualquer setor da sociedade? Ele não pode, por exemplo, criticar nem os bandidos que trazem as cocaínas para cá porque ele era um dos que incentivava esse tráfico de drogas para o Brasil – comentou Jovair.

No texto publicado na quarta-feira (11), Casagrande reflete sobre como os dias estão sendo mais difíceis. O comentarista relembra o falecimento do repórter Fernando Caetano, dos canais Fox Sports, os comentários homofóbicos de Giba sobre a jogadora Tiffany, do Sesi/Bauru, e da atacante Chú Santos, do Palmeiras, sobre Paulo Gustavo e o caso de Jovair Arantes. Veja na íntegra a fala de Casagrande.

“O último assunto vai diretamente a mim: o Atlético-GO foi vacinado no Paraguai, e eu achei e continuo achando desrespeito a um país em que está faltando vacinas. Fui atacado preconceituosamente com falas mentirosas por um certo dirigente do clube. Ele me definiu como um viciado em cocaína.

Não vou explicar e contar a minha história novamente. Escrevi com o jornalista Gilvan Ribeiro dois livros sobre esse assunto (“Casagrande e seu demônios” e “Travessia”). Não bebo, não fumo e obviamente não uso drogas ilícitas. Esses ataques grosseiros, levianos e agressivos são constantes na minha vida porque essas pessoas não têm nada para falar da minha vida.

Fiz parte de um projeto no estado do Ceará chamado “Ceará sem drogas”. Viajei o estado todo contando a minha história e orientando os pais das crianças o modo de ficarem alertas com a chegada das drogas perto de seus filhos. Colaboro com muitas pessoas iguais a mim, dependentes químicos.

Não tenho vergonha do que sou. Aliás, tenho orgulho de como me recuperei e vivo em plena sobriedade e lucidez. Não sou investigado pela polícia por nada e vou esperar a minha vez para ser vacinado. E o senhor? Também não deve nada?”

O Ministério Público de Goiás apuraria o dirigente pelo crime de peculato. Jovair, de 69 anos, é dentista e teria tomado a vacina contra a Covid-19 junto com os demais profissionais da saúde que estão na linha de frente contra o vírus mesmo sem ter comprovado efetivamente que estivesse nas condições previstas para o recebimento das doses previsto pelo Plano Nacional de Imunização.

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