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'Bolsonaro tem uma atuação ridícula', avalia cantor Fagner

"A atuação de Bolsonaro é ridícula. Ninguém está precisando ouvir as loucuras que ele fala, mas de paz. Ele tem é que trabalhar pelo Brasil. A maneira como se comporta não é a de um presidente. Quero que governe!", disse o compositor em entrevista ao jornal O Globo

diario da manha
Foto: Reprodução

O cantor Fagner fez críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante entrevista ao jornal O Globo. De acordo com o músico de 71 anos, “a atuação de Bolsonaro é ridícula. Ninguém está precisando ouvir as loucuras que ele fala, mas de paz. Ele tem é que trabalhar pelo Brasil. A maneira como se comporta não é a de um presidente. Quero que governe!”, ressaltou. As informações são da revista IstoÉ.

O compositor destacou que não é apoiador do Partido dos Trabalhadores (PT), apesar de ter votado no ex-presidente Lula. “Nunca fui petista. Mas já votei em Lula. Mesmo quando eu era filiado ao PSDB. Tivemos uma relação próxima. Mas todos nós nos decepcionamos”, considerou.

Durante a entrevista, ele também explicou que declarou apoio a Bolsonaro por meio de um vídeo. Além disso, afirmou que o presidente mal olhou para ele quando cantou o Hino Nacional durante a posse do ministro Luiz Fux como novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nas últimas eleições, amigos me estamparam decalques do Haddad e foi uma confusão. Aí fiz um vídeo declarando meu apoio a Bolsonaro. Conheci ele no avião. Se fotografou comigo dizendo que era para a mulher, mas publicou no Instagram. Fiquei meio assim… Ele queria que eu descesse com ele em uma manifestação que o esperava. Falei que estava comprometido com o Ciro Gomes”.

“No dia que Bolsonaro ganhou, eu disse: ‘Agora, você é o presidente, tome conta do Brasil’. Nunca mais estive com ele. Cantei o Hino Nacional na posse do (Luiz) Fux (Supremo Tribunal Federal), e Bolsonaro mal olhou para mim. Estou pouco ligando”.

‘Parece que está em surto’, diz Fagner sobre presidente Bolsonaro

Fagner afirmou ainda que não apoia a condução do governo pelo presidente, apesar de ter votado em Bolsonaro. “Não aprovo a maneira como ele conduz o país. Parece que está em surto, um psicólogo podia dar uma força (risos). Tenho respeito pelo Tarcísio (Gomes de Freitas), ministro da Infraestrutura; para Paulo Guedes, não há há como não tirar o chapéu”.

“Mas esse deboche com que Bolsonaro se dirige à nação é inadmissível. Não acredito no que diz. Tenho amigos nessas queimadas pelo Brasil, gente na Defesa Civil de Brumadinho, Mariana… Para quem coloca ‘votou em Bolsonaro’ no meu Instagram, quero dizer: votei para que tocasse o Brasil, não para falar besteira”, completou.

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