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Governo quer suspensão de filme da Netflix no Brasil

"Crianças e adolescentes são o bem mais precioso da nação e o mais vulnerável", destacou a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves

diario da manha
Reprodução do filme 'Lindinhas'. Foto: IMDb/Reprodução

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) encaminhou um pedido de suspensão do filme “Lindinhas”, produção da Netflix, à Coordenação da Comissão Permanente da infância e Juventude. No texto, assinado pela Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), o secretário Maurício Cunha argumenta que a obra sexualiza as crianças. As informações foram publicadas ontem (21) pelo site Tecmundo.

“[O filme] apresenta pornografia infantil e múltiplas cenas com foco nas partes íntimas das meninas enquanto reproduzem movimentos eróticos durante a dança, se contorcem e simulam práticas sexuais”, avaliou Cunha.

“A SNDCA vê com extrema preocupação a perpetuação do conteúdo que afronta e fragiliza a normativa racional de proteção à infância e adolescência”, completou.

De acordo com a reportagem, a ministra Damares Alves justificou-se ao UOL sobre o filme a partir da pretensão de atuar na defesa das crianças e contra abordagem de teor sexual envolvendo menores de idade, como apresentada na produção.

“Crianças e adolescentes são o bem mais precioso da nação e o mais vulnerável”, destacou Damares. “É interessante que todos nós botarmos freio em conteúdos que coloquem as crianças em risco ou as exponham à erotização precoce”, ressaltou.

Diretora de filme da Netflix defende trabalho

Maïmouna Doucouré, diretora do filme. Foto: IMDb/Reprodução 

Conforme a matéria do portal Tecmundo, apesar de recentemente se posicionar a favor do filme a Netflix se desculpou em agosto após um cartaz polêmico da obra.

Ainda segundo a publicação, a diretora da produção, Maïmouna Doucouré, defendeu o objetivo de seu trabalho: promover a crítica contra a sexualização das crianças.

“Eu conversei com centenas de pré-adolescentes para entender a maneira que elas se relacionavam com sua feminilidade hoje em dia”, disse a diretora. “Essas garotas veem que, quanto mais a mulher é sexualidade nas redes sociais, mais bem-sucedida ela é. E sim, isso é perigoso”, reiterou.

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