Educação

''Não é o momento para retorno das aulas presenciais'', diz Sintego

Em nota, o Sintego disse que é contra esta sentença e pede que toda população se manifeste também

diario da manha

Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), ainda não é o momento para o retorno presencial das aulas. Em nota, o Sintego disse que são vidas que estão em risco, de alunos, profissionais da educação e de todos familiares. Confira:

Não é o momento para o retorno presencial das aulas. Foi aprovado em primeira votação ontem (8) o Projeto de Lei 00035 que torna a Educação como atividade essencial à vida no município de Goiânia. A testagem de crianças e adolescentes nos traz resultados preliminares alarmantes: 13,6% dos testes foram positivos, todos assintomáticos. Será que é mesmo o momento de voltarmos para as salas de aulas? São vidas que estão em riscos, de profissionais da Educação, dos/as alunos/as e de todos os seus familiares. O SINTEGO é contra esta sentença genocida e pedimos que toda a população se manifeste também. Os/as vereadores/as são representantes do povo e neste momento clamamos juntos pela vida de todos/as. Aulas presenciais somente com a vacinação dos/as profissionais da Educação!

Ludmylla Morais – Secretária Geral do Sintego

O projeto do vereador Ronilson Reis (Podemos) que autoriza o retorno das aulas presenciais em Goiânia.  De acordo com o texto do projeto, a proposta torna os serviços de educação como atividade essencial no município, e já recebeu emenda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que os profissionais da educação tenham prioridade na vacina contra a Covid-19. 

Ronilson, ainda destacou a emenda do parágrafo 5º do projeto, onde coloca os profissionais da educação tanto privado quanto público, como prioritários na fila da vacina apresentada pelo vereador Kleybe Morais (MDB).  Ele também disse que a medida vai preservar a igualdade entre crianças de baixa renda. A justificativa do projeto é de que existem vários estudantes que tem como única refeição do dia o lanche oferecido pela escola. 

Kleybe apoiou Ronilson e defendeu que, ‘’fechar tudo’’ não seria a solução para a pandemia. O vereador Cabo Senna (Patriota), fez uma comparação a pandemia da Covid-19 ao vírus da H1N1 e da Aids. Para Senna, não é por isso que se deve ‘’fechar os olhos para a continuidade da vida’’.

 Ronilson defende que as escolas são essenciais na capital. Ele destaca que o projeto visa cumprir todos os requisitos do protocolo de medidas de segurança de saúde. 

Votos contra

 A vereadora Aava Santiago (PSDB) e Presidente da Comissão de Educação na Câmara, pediu que os vereadores votassem contra o projeto. A vereadora comentou dos riscos da Covid-19 em crianças. Na capital, somente no primeiro dia de testagem na população que tem entre 12 e 18 anos, foram registrados 13,6% de testes positivos, sendo todos assintomáticos. 

Aava também chamou atenção para as mortes de profissionais da educação e como esse tipo de projeto pode agravar ainda mais a situação. ‘’Não condiciona o retorno das aulas à vacinação. Nós estamos perdendo professores e as crianças estão sendo contaminadas’’, ressaltou a vereadora.  

O vereador Clécio Alves (MDB), sugeriu que a vereadora Aava Santiago faça uma emenda, na Comissão de Educação, exigindo que os professores sejam vacinados, assim garantindo o retorno das atividades presenciais de forma segura. 

Ronilson rebateu que há 60 mil alunos na rede privada e que as escolas tem condições de oferecer as aulas presenciais obedecendo todas as medidas de segurança. ‘’Sabemos sim, que o índice de mortes por Covid-19 está altíssimo. Mas nossas crianças e adolescentes têm sido fantasmas no meio dessa pandemia’’, destaca. 

Mauro Rubem (PT) também foi um dos que votou contra o projeto. Para ele, é de grande importância todos ouvir mais os especialistas e se atentar no que eles estão falando. ‘’Quanto mais aglomeração, maior a infecção e, portanto, mais mortes’’, disse. Mauro Rubem ainda ressalta que a vacina de grupos específicos não garante que o vírus pare de ser transmitido.  

Se manifestaram contra o projeto, Aava Santiago (PSDB), Marlon Teixeira (Cidadania) e Mauro Rubem (PT). O texto seguiu para a Comissão de Educação. Se aprovado, o texto volta para a segunda votação no plenário.  

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