Brasil

Levantamento aponta realidade dos professores no país

O portal G1 fez um levantamento de dados sobre como é ser professor no Brasil. Pesquisa aponta que o país é líder no ranking de agressão à categoria de trabalhadores

diario da manha
Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (15), dia em que se comemora o dia dos professores no Brasil, o portal G1 publicou um levantamento sobre os “números da profissão no país”. De acordo com os dados, 2,6 milhões de pessoas integram a classe de educadores no território brasileiro.

Atualmente, o Brasil ocupa o topo do ranking global de agressão aos professores. Além de sofrerem frequentes violências em sala de aula, esses profissionais convivem uma das piores remunerações para categoria se comparado com outros países.

Em setembro, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório mostrando que a remuneração dos professores no Brasil é bem inferior à média paga pelos 38 países membros da organização.

Em 2020 o piso salarial dos professores da educação básica em início de carreira foi reajustado em 12,84%, para R$ 2.886,24. Segundo os gráficos produzidos com base no Censo Escolar de 2019, 2,2 milhões do total de profissionais do ensino atuam na educação básica, entre eles 1,7 milhão estão na rede pública.

Impacto da pandemia

Durante a pesquisa feita pelo portal foram ouvidos 15,6 mil docentes e 50% deles declaram que sentem medo em relação ao futuro. Ao todo, 69% afirmam que o medo e insegurança se dão porque não se sabe de que maneira será o retorno à normalidade.

Desde o início da pandemia, instituições de ensino têm aderido ao Regime Especial de Atividades Não Presenciais (REANP) ocasionado pelo afastamento social necessário para contenção do coronavírus e os números mostram que a maioria não possuía qualquer experiência prévia para o formato.

Levantamento mostra os efeitos da pandemia sobre os trabalhados da rede de ensino.
Reprodução/G1

Em consequência, 82% dos entrevistados pela pesquisa relataram que suas horas de trabalho aumentaram. Há um mês, o DM entrevistou a diretora pedagógica Adriana Freitas, ela afirmou que o processo de adaptação ao regime não foi fácil para os professores e alunos.

Na ocasião, a pedagoga explicou ainda que esse impacto maior se deve também ao fato dos processos pedagógicos das escolas não terem sido construídos pensando no regime remoto.

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