Economia

Tirar presidente da Petrobras é trocar 6 por meia duzia, diz conselheiro

"Não tem motivo para trocar o presidente. Seria trocar seis por meia dúzia e em time que está ganhando não se mexe", afirmou Mesquita

diario da manha
Foto: Reprodução
Por Denise Luna

O conselheiro da Petrobras Marcelo Mesquita afirmou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que todos os conselheiros da estatal apoiam o atual presidente, Roberto Castello Branco, e que não há motivo para tirá-lo do cargo, apesar das declarações da quinta-feira, 18, do presidente da República, Jair Bolsonaro, que sinalizou com mudanças na empresa.

“Não tem motivo para trocar o presidente. Seria trocar seis por meia dúzia e em time que está ganhando não se mexe”, afirmou Mesquita, que apesar de avaliar que não pode falar em nome de todo o Conselho, disse que “todos gostam muito do Roberto e têm dado muito apoio ao que ele vem fazendo na empresa”.

Ele ressaltou que mesmo as pessoas que estão no conselho colocadas pela União têm apoiado Castello Branco em todas as suas ações. “Não tem nenhuma desavença e nenhum problema.”

Segundo ele, tanto os conselheiros como Castello Branco estão aguardando mais informações sobre o que considerou uma fala “problemática e enigmática” de Bolsonaro na live da quinta-feira “Quem tem o poder para decidir não precisa falar com enigmas. Isso só cria confusão”, avaliou.

O Conselho vai se reunir nas próximas terça e quarta-feira, como já estava agendado há algum tempo, informou Mesquita, com objetivo de analisar o resultado da companhia no quarto trimestre de 2020. Segundo ele, não houve nenhuma reunião na quinta-feira.

“É difícil especular, a gente não pode ficar falando sobre fatos que não existem ainda, quando houver um fato a gente vai trabalhar em cima do fato, porque depende das pessoas que forem indicadas ou não. Se for tirar o Roberto, depende de quem vai colocar”, explicou, lembrando que para trocar o presidente da Petrobras o presidente da República pode sugerir a mudança via Ministério de Minas e Energia, mas a decisão da eleição é do Conselho.

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