Economia

As medidas econômicas necessárias para o combate aos efeitos da crise

Henrique Meirelles participou de transmissão do LIDE Goiás

diario da manha

“Em uma crise como a atual, para resolver o problema da economia, não basta tomar apenas medidas genéricas. É preciso lutar com todas as formas para controlar a pandemia. E, enquanto não for desenvolvida a vacina contra o novo coronavírus a retomada das atividades no mundo todo será lenta e haverá a necessidade do distanciamento social”, pontua, Henrique Meirelles, que é ex-Ministro da Fazenda durante o governo Michel Temer (2016-2018) e ex-presidente do Banco Central do Brasil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e atual Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.

Meirelles conversou com mais de 150 empresários goianos em uma transmissão ao vivo promovida pelo LIDE Goiás sobre “as medidas econômicas necessárias para o combate aos efeitos da crise”. Para ele, neste momento, o distanciamento social é necessário para evitar um quadro ainda pior, mas o problema é manter esse afastamento nas localidades onde vivem as pessoas mais pobres do país.

Comparações

O economista afirma que a crise gerada pela Covid-19 é diferente das vivenciadas no passado, que foram causadas por ordens financeiras e fiscais. No período no qual Meirelles presidiu o Banco Central – de 2003 a 2011-, o Brasil tinha dois problemas graves: a inflação elevada e o câmbio. “A autonomia que o Banco conquistou foi fundamental para o desenvolvimento de melhorias na economia. Agora, o Brasil precisa fazer o que realmente funciona, aprendendo com os erros do passado e atuando firme para não ficar quebrado.”

Na opinião do economista é necessário comitantemente controlar o avanço do vírus para proteger as pessoas e cuidar para que as empresas, por meio de medidas variadas, sobrevivam. “O problema é os recursos disponibilizados pelo Governo Federal, com juros baixos, não estão chegando aos caixas das empresas que realmente precisam”, explica.

Porém, Meirelles citou um ponto que alivia um pouco a situação para o Brasil. A dívida externa atual é pequena e o País tem uma ótima reserva internacional, na ordem de 350 bilhões de dólares.

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