Economia

Engenheiros sofrem com falta de vagas no mercado

diario da manha

A crise chegou definitivamente na construção civil. A ponto de um convite feito pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ter que ser inesperadamente desfeito.

Em 2013, ele disse que o “Brasil precisava de mais engenheiros”.

Neste meio tempo, Mercadante migrou para a Casa Civil do governo Dilma Rousseff, viu o governo entrar em crise, as denúncias da Lava jato se proliferarem e, por fim, retornou novamente para a educação.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o setor da construção civil fechou 416,9 mil vagas no país.

Conforme o Ministério da Educação, de 2010 para cá ocorreu um significativo aumento no número de matrículas: foram 161 mil em 2010, 209 mil em 2011, 248 mil em 2012 e 289 mil em 2013.

Desde o final de 2015 a conta não bate. “Passou na euforia da Copa do Mundo. Bateu a realidade. Tem muita construtora que só trabalha com a iniciativa privada, exatamente para evitar problemas com a Justiça”, diz o economista Hélio Moreira.

A tendência de agora em diante é que ocorra a redução da procura de vagas nas universidades. As vagas devem começar a fechar ainda no final de 2016, com a redução de procura do curso.

Enquanto isso, a crise toma conta  do segmento na prática.

Fernando Souza, engenheiro civil que usa a internet para fazer um vlog, o “Diário de engenharia”, afirma que a crise que enfrenta traz dificuldades até mesmo para conseguir entrevistas de emprego. “No começo fiquei tranquilo recebendo o seguro desemprego, mas depois ficou difícil até para conseguir  entrevistas”.

ENGENHARIA

Conforme Fernando Leite, formado em engenharia no ano passado, as chances de estágio já passaram e ele lamenta que não possa sequer “estagiar, mesmo formado”.

Conforme o engenheiro civil, a crise é um entrave para que possa ter a carteira assinada: “Onde vou encontro o mesmo discurso: ‘não estamos construindo nada. Logo, não temos vagas’. Pela primeira vez, uma conta de ‘engenharia’ foi bem simples pra mim”.

 

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