Cultura

Poder da autorresponsabilidade.

diario da manha

Por, Tainá Santos

Precisamos assumir o controle de nossas vidas, e muitas vezes não sabemos como administrar isso na prática . Mesmo que não estamos no controle dos mares, dos ventos, das correntezas ou das tempestades, podemos comandar o barco de nossas vidas, e podemos usar todas essas variáveis ao nosso favor.

O livro “Poder da Autorresponsabilidade”, escrito por Paulo Vieira, criador do métodos CIS (coachin integral sistémico), retrata vários conceitos e ferramentas eficaz para uma vida mais autorresponsável, sendo capaz de levar alta performance a vida pessoal e profissional. Dentro da metodologia explicado por Vieira, ele apresenta 6 leis para a conquista da autorresponsabilidade, fazendo assim, com que o leitor assuma o comando de sua vida.

“Nao existe alta performance  e grandes resultados sem autorresponsabilidade. Esta é a chave para grandes transformações, é o princípio que está por trás de todo sucesso e performance humana.”

Paulo Vieira

A inteligencia emocional só será atingida quando o individuo for capaz de se responsabilizar pelo seu crescimento nas mais diversas áreas da vida, como também de contribuir para o crescimento das pessoas que o cerca. Esse é o maior objetivo deste livro, diz Paulo Vieira.

A linguagem do livro é didático e bem interativo, de fácil acesso. Gostei muito da contextualização e dinâmica através de frases motivadoras, auto avaliação e exercícios pessoais, fazendo com que o ouvinte se propõe se colocando no lugar de comandante de seu barco, mesmo com suas dificuldades. Uma curiosidade do livro é que cada final de capítulo tem uma frase bem demarcada na página.

O autor conta um pouco de sua historia pessoal no livro, lista grandes barreiras e fracassos que viveu e como conseguiu dar a volta por cima. Vieira era casado, tinha uma família, um emprego mas não era realizado em nada. Vivia cabisbaixo, seu relacionamento ia de mal a pior, sua profissão não lhe dava prazer, estava muito endividado e com depressão. Em um dia qualquer, setembro de 1997, seu despertador toca, aquele dia era um dia marcante. mal podia saber que seria transformado. 

SOBRE O AUTOR

Paulo Vieira é Phd, um escritor e conferencista de renome internacional. Atualmente tem 6 grandes livros publicados, todos Best-seller com mais de 2 milhões de livros vendidos sobre desenvolvimento pessoal tendo livros como “O Poder da Autorresponsabilidade (2018), sendo um dos livros mais vendidos em todo o território nacional. Nasceu em Fortaleza Ceará dia 30 de agosto de 1968. Possui formação em administração e Marketing nos EUA, pela Florida Cristian University. Onde também ministrava palestras e seminários mensalmente. Atualmente é um dos mais conceituados e referenciados cachês Brasileiros. Com seu vasto conhecimento em Neurolinguística e Neurociência, o fizeram descobrir caminhos do poder da mente, e como podemos trabalhar através de técnicas eficaz ao nosso favor, e assim, tornando protagonista de suas vidas.

Resumo Das 6 Leis Da Autorresponsabilidade

1. não criticar as pessoas

2. não reclamar das circunstâncias

3. não buscar culpados

4. não se fazer de vítima

5. não justificar seus erros

6. não julgar as pessoas

1. Não Criticar As Pessoas

Se for para criticar as pessoas…cale-se. Esta é a primeira lei. Talvez você possa pensar, ah, mas eu faço críticas construtivas para ajudar a pessoa. Será que é isso mesmo? Se for…você não está ajudando.

Se quer realmente ajudar, dê uma ideia, diga algo em que o foco seja o acerto. Fale algo que coloque a pessoa pra cima e não pra baixo.

Foco na solução e não no erro.

2. Não Reclamar Das Circunstâncias

Reclamar das circunstâncias é uma fuga direta da autorresponsabilidade. A culpa é de todo mundo, menos sua. Você não obtém a vida que quer porque seu chefe é chato, porque seus filhos tiram todo seu tempo, porque na sua cidade não tem oportunidades, porque o Brasil está em crise.

Não reclamar das circunstâncias não quer dizer que o problema não deve ser confrontado. Porém, mais uma vez, o foco é na solução e não em ficar parado reclamando.

3. Não Buscar Culpados

É necessário buscar culpados? Em que isso ajuda?

Quem é o culpado?

Os políticos que roubam ou quem votou neles?

Os políticos são os grandes culpados ou são reflexo da sociedade?

As pessoas que levam uma vida no crime são os culpados, ou seus pais que os abandonaram são os culpados? Talvez seja o sistema?

De quem foi a culpa da empresa ter falido? Os sócios que não sabiam administrar ou seus funcionários que não trabalharam direito?

Não me importa o que você iria responder sobre estas questões. Afinal, alguma dessas respostas iria mudar alguma coisa? Apontar um culpado iria melhorar alguma coisa?

Por exemplo, concorda comigo que se você passasse a trabalhar de forma voluntária em favor de crianças abandonadas daria mais resultado do que culpar fulano ou ciclano?

Agora aplique a questão da culpa em sua vida. Pra que buscar culpados? Mais uma vez…busque a solução.

4. Não Se Fazer De Vítima

Há pessoas que são viciadas em se colocarem no papel de vítimas e assim poderem chamar atenção para que outras pessoas a consolem ou algo do tipo.

Um dos fatos que pode explicar este comportamento ocorre na infância. Os pais não dão o alimento emocional necessário à criança, porém sempre quando ela adoece ou sofre algum problema, os pais lhes dão mais apoio emocional. E a criança passa a suprir sua carência emocional buscando se vitimizar, pois ela aprendeu que dessa forma ele ganha mais atenção.

Ocorre que a criança vira adulto, mas esse comportamento se mantém dentro dela. Mas no momento em que essa pessoa entende essa condição e percebe que ela se comporta desta maneira, ela tem total capacidade de mudar esse quadro e parar de se vitimizar.

Além disso, acredite, as pessoas não ligam tanto assim pras suas decepções.

5. Não Justificar Seus Erros

É comum ver pessoas que ao primeiro sinal de um possível erro já se coloca na defensiva e passa a justificar seu erro com todo tipo de história.

Isso se deve a alguns fatores, pode ser o ego inflado, orgulho, traumas de infância, medo do que os outros vão pensar.

Tudo isso é uma fuga da autorresponsabilidade e este comportamento impede seu crescimento.

Você pode mudar este comportamento entendendo os erros como ponte para o acerto. Quem não erra não evolui. Aprenda com o erro. O erro nada mais é do que um resultado de uma atitude anterior. Mude a atitude e tenha outro resultado. Aprenda com o erro que você vai passar a acertar.

Você quer ser um nível 1 que nunca erra ou quer ser um nível 10 que errou muito?

6. Não Julgar As Pessoas

Quais suas reações quando alguém te ofende? Te fecha no trânsito? Comete um erro que possa te afetar? Conta uma mentira?

É comum julgarmos logo de cara a pessoa como isso e aquilo. Achamos que fulano é mentiroso, burro, grosseiro, insensível, falso, etc.

Esse pensamento cria barreiras, nunca pontes.

Porém, já parou para pensar que todos os seres humanos são imperfeitos, que invariavelmente irão cometer erros e prejudicar outras pessoas?

Você nunca ofendeu ninguém? Nunca fechou ninguém no trânsito, nem ao menos sem querer? Nunca cometeu um erro que afetou ninguém? Nunca mentiu? Se você nunca fez essas coisas, parabéns, está em um nível de ser humano muito acima de mim.

Mas agora, se você já cometeu algum desses atos, você acredita que esse comportamento que você cometeu define você?

Se não te define, por que você definiria os outros desta forma por um comportamento que viu?

O que quero dizer é: temos de parar de julgar os outros por comportamentos isolados que vemos. E muitas vezes julgamos por fatos que nem vimos. Chegamos a julgar pelo “diz que me disse”, por uma manchete, conforme julgamento de outro, etc.

Julgar os outros apenas é uma forma de apontar o dedo para os outros, enquanto escondemos nossas falhas. Vamos construir pontes ao invés de barreiras.

Tainá Santos

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