Cultura

Jornalista abre processo contra Regina Duarte

Lygia Jobim abriu um processo contra a ex-secretária especial da Cultura, Regina Duarte, por apologia de crimes de tortura. A ação judicial ocorre por causa das declarações da atriz durante entrevista concedida à CNN Brasil, no dia 7 de maio

diario da manha
Foto: Claudio Reis/FramePhoto

A jornalista Lygia Jobim abriu um processo contra a ex-secretária especial da Cultura, Regina Duarte, por apologia de crimes de tortura. A ação judicial ocorre por causa das declarações da atriz durante entrevista concedida à CNN Brasil, no dia 7 de maio. Lygia argumentou que, na ocasião, Regina Duarte relativizou os crimes cometidos na época da Ditadura Militar.

Lygia Jobim é filha do diplomata José Jobim. Ele foi sequestrado e morto pelo regime. A indenização cobrada pra jornalista é de R$ 70 mil. A tramitação ocorre no Juízo Substituto da 23ª VF do Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Globo.

Jornalista Daniel Adjuto conduzia entrevista com Regina Duarte – Foto: Reprodução/YouTube/CNN Brasil

Ao jornalista Daniel Adjuto, que conduzia a entrevista, Regina disse que “sempre houve tortura” e que não se devia “ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80”. Além disso, cantou a marchinha “Pra frente Brasil”, que virou símbolo do governo militar na época.

“Fiquei horrorizada com a forma como ela naturalizou a tortura”, explicou Lygia Jobim. “Não há liberdade de expressão que abarque a apologia a crimes. É um acinte a todos os que foram afetados pela violência”, acrescentou ao jornal.

Conforme a matéria, a jornalista entrou com a ação não pelas consequências do regime à sua propria familia, mas “por essa grande família de afetados” pela ditadura. José Jobim desapareceu em 1979 depois que revelou que denunciaria o superfaturamento na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Após a consideração, foi encontrado pendurado pelo pescoço em uma pequena árvore. No entanto, em 2018 a hipótese de suicídio foi descartada. Isso porque o Estado reconheceu que ele havia sido torturado e morto pela ditadura e que a situação havia sido forjada, segundo a reportagem.

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