Cultura

Um viés turístico e cultural para a região metropolitana

O empreendedor, para usar uma linguagem corrente hoje em dia, Pedro Ludovico Teixeira, apoiador da Revolução de 30, em concordância ao projeto desenvolvimentista idealizada pela Marcha para o Oeste – estratégia desenvolvida pelo governo de Getúlio Vargas, faz uso do art déco para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste.

diario da manha

Pouca gente conhece Goiânia como a capital do “art décoratifs” no Brasil: o mais importante acervo das Américas e o segundo em número de monumentos no mundo, só perdendo para Miami nos EUA. Para quem não sabe, o simplesmente chamado de “art decó” é um conjunto de estilos visuais, artísticos e arquitetônicos que começou na Europa antes da primeira guerra mundial e se espalhou pelo mundo.

A construção de Goiânia foi agraciada com o auge da art decó desde a sua fundação. No tocante a arquitetura, o estilo difundiu-se no Brasil entre os anos 30 e 40, antecipando elementos da arquitetura moderna das décadas seguintes, influenciando todos os segmentos edificantes das cidades. Os principais acervos arquitetônicos em art déco brasileiros concentram-se no Rio de Janeiro (entre eles o símbolo monumental do Brasil: o Cristo Redentor), São Paulo e Goiânia. Goiânia é uma cidade/capital construída inteiramente no estilo art déco, que na época de sua fundação era o viés mais arrojado no mundo moderno.

Como exemplo, estando no centro, avenida Goiás em toda sua extensão, o estilo está presente em todas as casas e edifícios no quadrante da esquina da Avenida Anhanguera, lamentavelmente hoje cobertas por placas de lojas de comercio, destacando ainda o Grande Hotel e a Torre do Relógio.

Na Praça Cívica: Coreto, Agência de Cultura, Delegacia de Administração, Museu Zoroastro Artiaga, Palácio das Esmeraldas, Procuradoria-Geral do Estado e Tribunal Regional Eleitoral.

Imagem da principal avenida de Goiânia, a Anhanguera, pessoas transitando entre os edifícios símbolos da era mais bonita da capital. Muitos desconhecem a importância arquitetônica.

No Centro e imediações: Estação Ferroviária, Praça do Trabalhador, Fórum e Tribunal de Justiça, Avenida Anhanguera em sua extensão, Instituto Federal de Goiás (antigo Cefet), Lyceu de Goiânia, Museu Casa Pedro Ludovico, Teatro Goiânia, Trampolim e mureta do Lago das Rosas. Ainda no Setor Oeste se destacam a Subprefeitura e o Palace Hotel.

Outros monumentos e casas em art déco estão “escondidos” atrás de outdoors do comércio local que avançaram na deturpação do projeto inicial da cidade, sendo necessário “garimpar” a sua existência ultrajada por seguidas reformas na construção civil.

Museu Zoroastro Artiaga, seu edifício já é por sí uma testemunha de tempos áureos. Em seu interior um rico acervo da nossa historia e cultura. Acessível a todos os goianos e visitantes de fora.

O empreendedor, para usar uma linguagem corrente hoje em dia, Pedro Ludovico Teixeira, apoiador da Revolução de 30, em concordância ao projeto desenvolvimentista idealizada pela Marcha para o Oeste – estratégia desenvolvida pelo governo de Getúlio Vargas, faz uso do art déco para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste. O estilo inspirou os primeiros prédios de Goiânia, a nova capital do Estado de Goiás, projetada pelo urbanista Attílio Corrêa Lima, que criou o projeto da cidade, e, Armando de Godoy o seu Plano Diretor. Inspirado na teoria das cidades-jardim, do urbanista inglês Ebenezer Howard, foram abertas três avenidas principais (avenidas Goiás, Araguaia e Tocantins) que confluem para o Centro, onde foi erguido o Palácio das Esmeraldas, sede do governo estadual, tudo em art déco.

Estive pesquisando a restauração do bairro do Pelourinho na Bahia, para conhecer o resgate desse complexo histórico, e pude perceber que Goiânia carece de um projeto arquitetônico que preserve o seu tesouro histórico cultural e incentive o turismo representado pelo art déco. A exemplo disso, começando pela restauração do Pelourinho, a Bahia criou políticas públicas para o turismo e fomentou a geração de empregos no estado, mudando o aspecto social da região. A cadeia produtiva do turismo: hotéis, restaurantes, guias, agencias, transportadoras, etc é de longe o setor que mais emprega no país.

Além do ramo de negócios, acrescido de seus de seus Museus, Parques e Bosques maravilhosos, Goiânia e região metropolitana escondem um grande potencial turístico a ser explorado e potencializado.

Este conteúdo foi organizado pelo jornalista Douglas Almeida Bucalem para o DM.

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