Cultura

"Goiânia qual sua marca", pesquisa decifra a cidade

diario da manha

Pesquisa realizada por Ariana Santos Souza e Wanessa Claudio Fernandes, trás o perfil de Goiânia, e de como ela e vista pelo goianiense, e também por quem é de fora. Egressas do curso de Relações Publicas da UFG (Universidade Federal de Goiás) do FIC (Faculdade de informação de comunicação).

Segundo a pesquisa, Goiânia que foi projetada com traços modernos, teve seu primeiro apogeu com a belíssima introdução da Art Deco, Attilio Corrêa Lima foi engenheiro-arquiteto, urbanista e paisagista, sendo o primeiro urbanista formado em Paris. Seu projeto mais conhecido foi o plano urbanístico de Goiânia.

Nos anos seguintes embora o apogeu da marcha para o Oeste, Goiania caiu no esquecimento e se tornou sem expressão no cenário nacional. Pouco desenvolvida era tida como cidade interiorana. Nos anos 1960 com a fundação de Brasilia no interior de Goiás, a cidade passa a ter uma nova onda de crescimento. Nesta época se iniciam movimentos culturais e a instalação da feira hippie.

Nos anos de 1980, o conhecido episódio do césio-137, o segundo maior acidente radioativo do mundo, trouxe uma péssima publicidade para a cidade. O fato de catadores de reciclagem passarem o produto cintilante nos próprios corpos, fez o goiano ser considerado provinciano. Anos depois muitos resistiam a visitar a cidade por medo de contaminação, moradores liderados pelo hoje deputado José Nelto atiraram pedras no caixão da vítima Maria das Neves.

A capital tomou novos ares, e ficou conhecida como cidade verde, capital das árvores, referência em tratamento de saúde, e destino de emigrantes de todo o norte e também nordeste do país.

Pesquisa qualitativa levantou dados de como o goiano se enxerga, as conclusões são de um sentimento de morar em uma cidade em expansão, referência em sediar grandes congressos, eventos acadêmicos, de negócio e religiosos.

Embora muito ligada a musica sertaneja sedia diversos e importantes festivais de rock, entre bananada, vaca amarela, sendo o berço do festival de musica eletrônica playground que ocorre hoje em todos os estados.. A cidade é vista por pessoas de outros lugares como moderna, e descaracterizada do agro, a cidade passa sensação de segurança e baixa criminalidade, interligada a tecnologia e fundamental na logística rodoviária do Brasil.

Acolhedora, heterogênea e de grandes dualidades o acolhimento do goianiense e traço marcante. Entre tapas e beijos, o goiano ainda zomba de seu passado campesino, e de suas raizes grosseiras, sendo a autocrítica mais negativa que o oposto.

Fato curioso da pesquisa aponta o algoritmo numerico 44 (quarenta e quatro), referencia a região central da cidade onde ocorre um fluxo extraordinário de compra e venda de roupas e acessórios de vestimento. Atendendo o mercado interno e ate internacional. Empresários conceituados de outros setores exploram a especulação imobiliária da região, e pequenos comerciantes dominam a cadeia produtiva desde a modelagem, costura, e venda.

Está é Goiânia, saiba mais assistindo a entrevista concedida pela pesquisadora ao jornalista Douglas Almeida Bucalem no canal do DM-TV.

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