Cultura

A obscura face de Polanksi

Excluído pela Academia do Oscar e polêmico vencedor do prêmio de grande persona non grata de Hollywood, o diretor franco-polonês Roman Polanski é marcado por um problemático histórico em sua jornada como cineasta e produtor

diario da manha
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Excluído pela Academia do Oscar e polêmico vencedor do prêmio de grande persona non grata de Hollywood, o diretor franco-polonês Roman Polanski é marcado por um problemático histórico em sua jornada como cineasta e produtor. Seus frequentes embates com o movimento feminista e inúmeras declarações misóginas o tornaram uma figura repudiada por parte da mídia progressista e da indústria cinematográfica. O diretor foi achincalhado por jurados nos festivais de Veneza e Berlim, embora a crítica tenha dito que do romance histórico “J’Accuse”, do escritor Émile Zola, tenha sido interessante

A jornada diretor tem raízes que se tornaram tenebrosas em 1968, quando Polański muda-se para Hollywood, onde fez o thriller psicológico, “Rosemary’s Baby”. No entanto, em 1969 sua esposa, Sharon Tate, é brutalmente assassinada. O crime liderado por Charles Manson tornou-se bárbaros e famosos crimes da história forense dos Estados Unidos. Além disso, o assustador episódio tornou-se elemento narrativo explorado pelo diretor Quentin Tarantino em seu último filme “Era uma vez em Hollywood”.

Depois de se mudar para Europa e aventurar-se pelo cinema independente, Polański voltou a Hollywood e em 1974, fez o lançamento do filme Chinatown. Três anos após o evento, em março de 1977, Roman Polański foi detido e acusado de ter drogado e estuprado a adolescente Samantha Gailey, de 13 anos, durante uma fotorreportagem na mansão de Jack Nicholson, em Hollywood, que emprestou sua residência ao diretor e amigo para o suposto ensaio de fotos. Samantha, sob ordens de Polanski, ficou de topless. Relatos da vítima sustentam que diretor polonês a serviu champanhe, que estava acompanhado de um sedativo.

Roman Polanski declarou-se culpado

Roman Polanski declarou-se culpado, e preso provisoriamente. Em teoria, a prisão preventiva duraria três meses, entretanto, o cineasta só esteve preso por 47 dias, e foi liberado após pagamento de fiança. Em 1978, o juiz que presidia a causa deu a entender que iria ordenar nova prisão. Fato que levou o diretor a fugir para a Europa e desde então encontra-se foragido da justiça norte-americana. 

Usufruindo dos privilégios de sua cidadania francesa, Polanski partiu em direção a França, que tinha um acordo para negar extraditar seus cidadãos aos Estados Unidos. Todavia, por um descuido ou surpresa do destino, em 2009 o diretor foi detido durante um festival Zurique, na Suíça. A partir disso, por ordem da justiça americana, passou dois meses preso e depois outros oito em prisão domiciliar em sua casa em Gstaad enquanto esperava pelo resultado do pedido de extradição. A ação foi rejeitada pelos suíços em 2010. 

Entretanto, as polêmicas judiciais do cineasta não terminam nesse episódio. Durante Festival de Cannes em 2010, a atriz britânica Charlotte Lewis o acusou de ter abusado sexualmente dela quando tinha 16 anos. Em 2014, o diretor é detido em Varsóvia. A Polônia rejeita sua extradição, mas em 2016 o governo reabre o caso, encerrado pela Suprema Corte no final daquele ano.

 Em agosto de 2017, um juiz de Los Angeles se recusa a encerrar o caso e, no mesmo ano, uma mulher identificada como “Robin”, acusou Roman Polanski de uma agressão sexual quando ela tinha 16 anos, em 1973 e paralelamente, Renate Langer, uma ex-atriz, apresentou queixa por estupro, afirmando que foi violentada em 1972 em Gstaad, quando tinha 15 anos. Dois meses mais

Logo depois do “caso Weinstein” onde o produtor de cinema Harvey Weinstein foi acusado de abuso e assédio sexual por mais de 70 mulheres – entre elas diversas atrizes hollywoodianas, Polanski renunciou a presidir a premiação do César na França, em 2017, diante da pressão promovida, principalmente, pelo movimento feminista.

Nesse ano, direção da Academia do Cinema que concede a premiação do César, anunciou nesta quinta-feira sua “demissão coletiva”, após inúmeras críticas à instituição por uma falta de paridade de gênero que teria levado a decisões incompreensíveis tanto para os círculos artísticos como para a sociedade francesa, entre elas, as 12 indicações de “J’Accuse” filme de Roman Polanski.

“No intuito de honrar homens e mulheres que fizeram o cinema acontecer em 2019, para recuperar a serenidade e assegurar que o festival de filmes permaneça como tal, o quadro de diretores tomou a decisão unânime de renunciar”, diz um comunicado da academia. “Essa decisão coletiva permitirá a renovação completa de todo o quadro de diretores.

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