Cultura

Curtindo o Rio

Cidade Maravilhosa oferece variadas opções de lazer que atende a gostos diferentes

diario da manha
Arcos da Lapa durante a noite

Curtir a boemia do Rio de Janeiro é uma experiência muito interessante. 

Você pode perambular pelas ruas que foram eternizadas por Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Antônio Maria e Nelson Rodrigues. Você pode ver nas esquinas cariocas a poesia cantada pela Música Popular Brasileira e sentir a vibe filmada pelos cineastas do Cinema Novo.

Sim, o Rio é tudo isso e mais um pouco. Muito mais, eu diria. Há tanto para se fazer que as praias chegam a ficar em segundo plano. Passear a pé pelos bairros de Santa Tereza, Leblon, Copacabana e Ipanema, e ver o sol nascer na beira do mar por si só já vale a estadia na Cidade Maravilhosa – e é, com toda a tranquilidade, uma experiência pra lá de poética.

Consagrada pelos clássicos da MPB e eternizada pela fodástica geração de cronistas cariocas dos anos 50, a Zona Sul do Rio mistura sua beleza natural com a agitada vida noturna, onde há por toda parte referências à Bossa Nova. É o caso do Garota de Ipanema, por exemplo.

Com fotografias do poetinha penduradas na parede, o ambiente – que fica localizado na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema – está em funcionamento desde 1949 e diz a lenda que, da varanda do boteco, Vinícius e Tom Jobim avistaram Helô Pinheiro em seu doce balanço a caminho do mar: nasceu aí o hit internacional que acabou por rebatizar o então Bar Veloso. 

Mas a antiga capital do País oferece mais – como se isso fosse pouco, não é mesmo? 

Bar Garota de Ipanema na Rua Vinícius de Moraes – Reprodução

Se você – assim como este repórter – tem uma quedinha pela vida noturna, a Lapa certamente é a melhor escolha. Reduto tradicional da boemia carioca, o bairro reúne uma infinidade de botecos, com músicas para todos os gostos, indo do rock ao samba, passando por reggae, MPB e pagode. 

Gosta de cachaça?  Ora, então, convença os amigos para dar uma passada no Bar da Cachaça – tempo etílico “pé sujo”, como os cariocas se referem a bares não gourmets – e aproveite para saborear um cardápio que têm diferentes tipos do destilado. É um estabelecimento que poderia ser facilmente ambientado pelos escritores João Antônio e João do Rio, ambos cronistas do cotidiano, das pessoas, da boemia…

Eis a aura da Lapa. E não é de hoje: desde os anos de 1950, já era um dos principais pontos da noite carioca. O bairro, com seus famosos puteiros e restaurantes – ornados ao fundo pelos arcos do Rio antigo -, sempre foi frequentado pela nata dos artistas, intelectuais, políticos e diplomatas. 

Bar da Cachaça, reduto “pé sujo”, como os cariocas chamam bares que não são gourmet – Reprodução

Há, no entanto, outros aspectos da cidade a serem explorados pelos turistas. Símbolo do Brasil, o Rio virou patrimônio da humanidade em 2012 graças ao seu relevo único. Passou nos últimos anos por mudanças estruturais com o objetivo de receber a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada, em 2016. 

Óbvio que boa parte das obras viraram elefantes brancos, porém outras regiões da cidade passaram a ter investimento e, com isso, começaram a serem procuradas pelos turistas. 

Longe do centro, a Barra da Tijuca tem a orla mais extensa do Rio, com belas praias e bastantes verdes. Suas ruas largas e a dependência de carro lhe renderam o apelido de “Miami” brasileira. Mas, de toda maneira: a Barra de fato caiu no gosto dos turistas. E veja o porquê.

A distância da civilização e a calmaria alçaram as praias da região a lugares certeiros para quem quer relaxar. E não é para menos: elas esbanjam charmes com vegetações reconfortantes, rede de hotelaria ao estilo resort e comodidade.  

Há ainda as lagoas que circundam a Barra e são mais do que meros atrativos. Destaque para a de Marapendi, que forma com outras três o complexo lagunar de Jacarepaguá, com vegetação de mangue e fauna diversa, onde tem biguás, garças e até jacarés. Uma vez ou outra eles até circulam pelas rodovias.

O Rio de fato mudou, mas – como canta Gilberto Gil – ele continua lindo.  

Desde a Copa do Mundo, Barra da Tijuca passou a atrair investimentos – Reprodução

O que fazer

Parque das Ruínas – Localizado em Santa Teresa, o lugar conta com uma vista bonita da cidade. 

Prédios históricos – Teatro Municipal, Real Gabinete Português de Leitura e o Forte de Copacabana são pontos indispensáveis para quem for visitar o Rio.

Curtir a natureza – Jardim Botânico e Parque Lage são passeios certeiros para quem quiser curtir o que o Rio de Janeiro tem para oferecer.

Principais pontos turísticos – Pão de Açúcar e Cristo Redentor levam a imagem do Rio para todas as partes do mundo. É imperdível. 

*Jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da Mongeral Aegon

Comentários

Mais de Cultura

26 de junho de 2019 as 14:42

Sol em Câncer e a cura emocional

14 de junho de 2019 as 19:24

GIRO PELA FIEG

12 de junho de 2019 as 08:50

Quíron, o segredo da cura

11 de junho de 2019 as 08:36

Questão Social: Um breve olhar

7 de junho de 2019 as 08:46

Astrologia; seja bem-vindo, junho!

30 de maio de 2019 as 08:46

Alego promove seminário de Turismo

28 de maio de 2019 as 09:17

Festa junina no Goiânia 2

16 de maio de 2019 as 11:29

Vênus entra em Touro