Cultura

Pela memória de Salvador Puig Antich

diario da manha

Em 2 de Março de 1974 era executado por garrote, o jovem anarquista catalão de 25 anos, por ousar enfrentar a ditadura franquista na Espanha.

Sua primeira militância se deu nas Comissões Trabalhadoras, tomando parte na Comissão de Estudantes e prontamente revolucionando esta organização com base nas teorias anarquistas que rechaçavam qualquer forma de vanguardismo e hierarquia dentro das organizações políticas e sindicais, na luta da classe trabalhadora em favor da sua emancipação.

Como militante do M.I.L. (Movimento Ibérico de Libertação), pegou em armas para enfrentar a polícia politica do “Generalíssimo”, Francisco Franco. Participou das ações do grupo (geralmente assaltos a bancos) como motorista. Os recursos levantados através dos assaltos eram destinados ao financiamento de publicações clandestinas do grupo e também serviam para ajudar as famílias de grevistas e trabalhadores presos.

Após a prisão de um companheiro, o mesmo é torturado e forçado a marcar uma emboscada, onde após um tiroteiro um guarda civil é morto e Puig é ferido no ombro e no rosto. Salvador Puig é então encarcerado e acusado de ser o autor dos disparos que causaram a morte do policial.

Posteriormente foi julgado pelo conselho de guerra e condenado à morte. Por toda a Europa são organizadas manifestações pedindo a comutação da pena capital, mas Franco se mantém inflexível e não concede o indulto.

Em uma cela da Cadeia Modelo de Barcelona, em 2 de Março de 1974, às 9:40 horas da manhã, exatos 43 anos atrás, o jovem Salvador Puig Antich foi então a última pessoa da história da Espanha a ser executada pelo garrote vil.

Pela memória de todos que não aceitaram viver calados e enfrentaram a opressão de todas as formas possíveis.

 

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