Cultura

20 discos nacionais de 2015

Celebrando o final de um ano com muitas novidades no cenário musical, resolvemos lançar um “top” vinte de CD’s brasileiros. Confira

diario da manha

A Mulher do Fim do Mundo – Elza Soares

A muito tempo não se ouvia por onde andava Elza Soares. Sem dúvida a cantora sempre esteve entre os nomes de maior destaque da música nacional, porém foi com o lançamento de A Mulher do Fim do Mundo que Elza Soares se tornou um mito. Feminista, vivo e construído sobre ruínas musicais o trabalho tem a participação de grandes músicos da atualidade: Kiko Dinucci (guitarra), Marcelo Cabral (baixo), Rodrigo Campos (guitarra), Felipe Roseno (percussão), Celso Sim (direção artística) e Rômulo Fróes (direção artística)

Manual ou Guia de Dissolução dos Sonhos – Boogarins

Para a música em geral o segundo álbum pode significar a morte de um músico ou banda. O Boogarins é uma das exceções desta suposta regra. O Manual ou Guia de Dissolução dos Sonhos prova que o primeiro CD (As Plantas Que Curam) se tratava apenas de uma experimentação, ou seja, os primeiros passos de uma grande banda brasileira. No trabalho encontramos algumas músicas já conhecidas do público como Benzin, que fora gravada pela banda Carne Doce no ano passado, Tempo, que é uma das canções realizadas nos shows da primeira turnê.

#1 – Jaloo

Comunhão – Chá de Gim

Babylon By Gus Volume II: No principio era o verbo – Black Alien

Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa – Emicida

Thiago França – Passo Torto

Thiago França, o terceiro álbum do Passo Torto, dá continuidade à proposta do quarteto em subverter composições simples através de arranjos ácidos e distantes das fórmulas previsíveis da música popular. A diferença aqui são os vocais de Ná Ozzetti, que não só casam bem com a proposta do grupo, como dão um novo brilho ao inconformismo de um dos projetos mais ricos da música brasileira recente.

Estado de Poesia – Chico César

De Baile Solto – Siba

Morte e Vida – Banda Eddie

Selva do Mundo – Vivendo do Ócio

Em Selva Mundo o Vivendo do Ócio utilizou toda a sua experiência para tomar conta de todos os aspectos que cercaram o álbum, lançado de forma independente. Aqui a banda resolveu mesclar  características tradicionais – como as guitarras cheias de drive – a ritmos tradicionais brasileiros, e a produção de Curumin ajudou o quarteto a dosar esses ingredientes distintos.

O resultado final surpreende ao mesmo tempo em que assegura aos fãs mais antigos de que ainda se trata do bom e velho Vivendo do Ócio.

Ava Patrya Yndia Yracema – Ava Rocha

Foi com este último CD lançado que Ava Rocha conseguiu atingir os grandes veículos de mídia e se firmar como uma das novas vozes da MPB. Com tonalidades fortes e até provocador em alguns momentos, o disco tem influência do troplicalismo (talvez o estilo musical mais explorado este ano). O disco está disponível na integra pela a internet é só procurar e conferir.

Estratosférica – Gal Costa

Ômega III – Sara Não Tem Nome

Bastard Sons of Rock And Roll – Overfuzz

Carbono – Lenine

1943 – BIKE

Em 2015 Julito Cavalcante (Macaco Bong) se aventurou por novos mares através do projeto Bike e mandou muito bem. Em 1943 não falta psicodelia e o músico faz referências a drogas, cosmologia de forma a prender o ouvinte em sua viagem particular, gravada por conta própria. A masterização do disco ficou por conta de Rob Grant (Tame Impala, Pond, Melody’s Echo Chamber) e foi como uma cereja no bolo do primeiro disco do Bike.

Paraleloplasmos – Lê Almeida

Paraleloplasmos é o melhor trabalho do carioca Lê Almeida, capitão da Transfusão Noise Records e figura exemplar na pequena mas insistente cena lo-fi do país. O disco passeia por extremos como o pequeno petardo “Meus Argumentos”, o sentimentalismo de “Voltando Pro Interior” ou a longa jam garageira de “Fuck the New School”, e mesmo assim flui com coesão, sem deixar o interesse cair.

Fortaleza – Cidadão Instigado

Eu Vou Fazer uma Macumba pra te Amarrar, Maldito! – Johnny  Hooker

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