Cotidiano

Nutricionista que atropelou e matou Vitor Gurman é condenada à prestar serviços

diario da manha

A nutricionista, Gabriela Guerrero Pereira, que atropelou e matou o administrador de empresas, Vitor Gurman, foi condenada pela Justiça de São Paulo à três anos de detenção em regime aberto.

A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e multa no valor de R$22 mil.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (01), pela juíza Valéria Longobardi.

“Ante todo o exposto, julgo procedente a ação para condenar Gabriela Guerreiro Pereira, às penas de 03 (três) anos de detenção, em regime aberto, como incursa no artigo 302, §1º, inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro, substituída a pena corporal por duas restritivas de direito, quais sejam, uma pena de prestação de serviços à comunidade a ser cumprida em igual prazo da pena corporal ora substituída e uma pena de multa no valor de 20 (vinte) salários mínimos, a ser destinada a entidades com destinação social consoante determinação do Juízo da Execução Criminal, vedada a eventual possibilidade de dedução da pena de multa por valor de indenização já pago aos familiares da vítima Vitor Gurman”, informou Valéria.

O caso aconteceu em julho de 2011, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, onde Gurman de 24 anos, caminhava pela calçada na rua Natingui e foi atropelado por uma Land Rover.

O rapaz foi submetido à uma cirurgia na madrugada do dia 23 de julho de 2011, mas não resistiu.

Após atingir Gurman, o carro ainda derrubou um poste de iluminação e capotou.

Segundo o Ministério Público, Gabriela dirigia a uma velocidade entre 62 Km/h e 92 Km/h numa via em que o máximo permitido eram 30 Km/h, como indicavam as placas de trânsito.

A promotora informou que a nutricionista estava sob efeito de álcool.

Em 2017, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), decidiu que Gabriela não iria a júri popular.

A defesa da nutricionista diz que ela não estava embriagada e não dirigia em alta velocidade.

A conduta de Gabriela foi reinterpretada como homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

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