Coronavírus

Influencer goiana é criticada nas redes sociais após dizer que máscaras não salvam vidas

Em uma publicação Sayma Dualibe diz que seus seguidores precisam encarar a doença de frente, sem máscaras e que precisam ir para as ruas

diario da manha

A influenciadora digital goiana, Sayma Dualibe, que tem quase 300 mil seguidores nas redes sociais, fez um pedido por meio de uma publicação para a volta das boates e disse ainda que máscaras não salvam vidas. No post que contradiz as regras de combate e prevenção ao coronavírus, ela ainda escreveu “#TragoVerdades”.

Na publicação que foi feita após um voo atrasar e Sayma ter de dormir em um hotel no aeroporto do Rio de Janeiro, ela diz: “Muitas companhias aéreas falindo. Estamos em crise e, acreditem, não é o uso de máscaras que vai salvar vocês”, escreveu.

Para o G1, a influenciadora goiana se defendeu das críticas dizendo que “foi apenas uma postagem de mais uma pessoa que deseja ardentemente que essa pandemia acabe logo e que a vacina chegue”.

Um perfil de uma rede social, criado para denunciar brasileiros em “momentos de confraternização” durante o período de pandemia, compartilhou a publicação de Sayma, desde então o post já ultrapassa 2,5 mil comentários.

A influenciadora pede a abertura de boates, bares e restaurantes. No post ela ainda escreveu que as pessoas precisam sair para criar anticorpos ou vão ter de “esperar a vacina sentados em casa e vendo seus avós morrerem”.

“Boates, bares e restaurantes precisam voltar a funcionar em todo o Brasil ou todo mundo vai ter que ter jatinho particular e UTI em casa para ficar vivo”, disse Sayma.

Em outro post a influencer diz que seus seguidores precisam encarar a doença de frente, sem máscaras e que precisam ir para as ruas- Foto: Reprodução/Instagram

Especialistas contestam a versão da influenciadora e ressaltam que a máscara é o item de proteção mais importante para evitar a contaminação e disseminação da Covid-19.

Segundo o infectologista Marcelo Daher, mesmo com o início da vacinação, os protocolos de segurança devem continuar sendo seguidos pela sociedade. Ele diz ainda que as pessoas que são contaminadas, de fato, criam anticorpos, mas que já existem casos de reinfecção da doença. 

“Todos estão cansados, querendo voltar à normalidade, mas precisa ter senso. O melhor exemplo vivo é Manaus, que começou a liberar achando que já tinha a imunidade de rebanho. Muitas pessoas estão morrendo”, lamentou.

O infectologista ainda ressalta que apesar dos jovens não estarem se preocupando em se proteger acreditando que, com eles, a doença terá evoluções mais leves, esse tipo de publicação pode ser muito prejudicial nesse momento, e que os jovens também são atingidos pelo vírus.

*Com informações do G1.

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