Cotidiano

Sinepe tenta contornar a decisão de volta às aulas presenciais em Brasília

A contra partida é uma iniciativa de donos de colégios, que apresentaram ao governador uma sugestão de retorno das aulas para data de 20 de julho

diario da manha
Brasília (DF), 12/03/20. Colégio Sigma Asa Sul. Pandemia - Decreto do governador fecha escolas públicas e privadas devido ao Coronavírus. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

No dia seguinte após o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal encaminhar ao GDF um texto de proposta do reinício das aulas presenciais, professores das escolas privadas juntamente com os pais tomaram a decisão de formular um documento para solicitar ao governador Ibaneis Rocha (MDB) o seu indeferimento.

A Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF (Aspa) e o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinproep) estão em comum acordo de que o momento oportuno para volta às aulas, ainda não é conveniente, em consideração apontamos que a onda de contaminação por Covid-19 em Brasília cresce a cada dia.

O Sinepe, entidade que está a frente de 450 das 570 instituições privadas da capital, elaborou uma circular — inclusive com protocolo de “profilaxia” utilização de procedimentos e recursos para prevenir e evitar doenças para ser avaliado pelo governo — requerendo a retomada paulatina das aulas em ambiente físico no dia 20 de julho.

A proposta é que os alunos que fazem parte das turmas de ensino infantil e médio recomecem em 20 de julho. Já os que se encontram nos ensinos fundamental 1 (do 1º ao 5º ano) e profissionalizante, pela sugestão, retornariam suas atividades escolares no dia 27 do mesmo mês. De pronto, os alunos do 6º ao 9º seriam recebidos pelos professores nas escolas a partir de 3 de agosto.

Polêmica

Apesar disso, o Sinproep aposta que a ação expõe alunos e professores a um risco desnecessário. “não enxergamos que esse seja o momento certo para retornar. O DF não alcançou o pico das infecções por Covid-19. Entregaremos um documento ao governo advertindo que temos posicionamento oposto ao retorno”, destacou o diretor jurídico da entidade, Rodrigo de Paula.

Documento entregue ao GDF

Segundo informações do Metrópoles a Secretaria de Educação destacou que as escolas da rede privada acatam ao mesmo dereto do governador Ibaneis Rocha que interrompeu as aulas presenciais por tempo indefinido na rede pública de ensino. Foi entregue ao GDF o protocolo as observações de retorno às aulas presenciais na última quinta-feira (25).

A Secretaria de Saúde comunicou que a Vigilância Sanitária recebeu a pasta, para analisar e vai corresponder as observações.

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