Cotidiano

Laudo pode causar reviravolta na versão dada por Paulo Bilynskyj

Laudo concluiu que a bala que matou a modelo não partiu da arma que estava perto do seu corpo.

diario da manha

Novas evidências periciais podem causar reviravolta no caso da morte da modelo Priscila Delgado (27) a modelo mantinha um relacionamento com o delegado Paulo Bilynskyj (33).

Versão de Paulo Bilynskyj

Duas horas após a morte, Paulo gravou um vídeo enquanto estava internado em uma UTI, ele afirmou a seguinte versão: “Priscila, minha namorada, viu no meu celular uma mensagem enviada antes de ela ir morar na minha casa. Hoje de manhã, quando eu saí do banho, ela deu seis tiros em mim e um tiro nela mesma. Estou em estado grave e vou passar por uma cirurgia”.

Priscila Delgado: Laudo concluiu que a bala que matou a modelo não partiu da arma que estava perto do seu corpo.
Priscila Delgado e Paulo Bilynskyj | Foto: reprodução

Versão de suicídio foi considerada pouco factível

O laudo da perícia feita no apartamento concluiu que a bala que matou a modelo não partiu da arma que estava perto do seu corpo, a informação foi dada por fontes ligadas à investigação ouvidas pela revista ÉPOCA , segundo informações, ao analisar o trajeto do projétil, os peritos também concluíram que a versão sobre o suicídio da modelo é pouco factível.

A perícia fotografou na sexta-feira passada o apartamento, colheram provas materiais e registros de digitais para saber se o corpo da modelo foi arrastada pelo apartamento depois de atingida.

Nova tese

A nova tese levantada é de que Priscila alvejou Bilynskyj e, no meio do tiroteio, o delegado deu um tiro certeiro no peito da modelo, a tese é a mais próxima para elucidar o caso. O que a polícia tenta descobrir é de qual arma partiu o tiro que matou Priscila.

“A Priscila não teria como se matar com essa arma e após o ato ainda retirar o carregador. A troco do que ela faria isso?”, questiona o advogado da família da modelo, José Roberto Rosa.

Rosa também questiona o fato de que uma advogada do delegado teria entregado uma receita médica que teria sido dada à modelo. “A família não tinha conhecimento do medicamento. No passado, esse remédio foi utilizado para questões que envolvem ansiedade com alimentação e não com intenções suicídas.”

Esses fatos, segundo ele, levaram a defesa da família de Priscila a acreditar que questionar a versão de Paulo. “O trabalho da perícia é fundamental, informações extra autos indicam que ela não poderia ter disparado contra si própria”, disse o advogado. “Também é importante lembrar que o material pólvora evapora poucas horas depois.”

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