Cotidiano

Líder da Klu Klus Klan esteve na torcida por Bolsonaro

O lendário líder da Klu Klus Klan foi um grande entusiasta das eleições no Brasil em 2018. “Ele soa como nós”, afirmou David Duke, personagem famoso da extrema direita do país, em relação a Jair Bolsonaro.

diario da manha

“Ele soa como nós”, afirmou o historiador David Duke, ex-líder do grupo racista norte-americano Ku Klux Klan (KKK) e personagem famoso da extrema direita do país, em relação a Jair Bolsonaro. A declaração, que foi ao ar em um programa de rádio dos EUA, foi resgatada pela BBC Brasil. “Ele soa como nós e, também, é um candidato muito forte. É um nacionalista”, afirmou o lendário líder da KKK nas eleições de 2018. 

Duke ainda afirmou que Bolsonaro é “totalmente um descendente europeu” e que se parece com qualquer “homem branco nos Eua, em Portugal, Alemanha ou França”. “Ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro”, disse. 
O grupo que o historiador americano chefiou é conhecido por linchamentos, torturas e assassinatos de negros nos EUA. A KKK também defende ideais de supremacia branca e antissemitismo. Duke é uma figura carimbada nos movimentos da extrema direita norte-americana e ficou conhecido por negar o Holocausto e por publicações que tratam de um revisionismo histórico em relação à escravidão e às práticas nazistas.
A única ressalva que o ex-líder da KKK fez sobre Bolsonaro foi a relação que o candidato do PSL mantém com o Estado de Israel. Ele afirmou que esse movimento é “estratégico” e análogo à declarações dadas por Donald Trump nos EUA. 


David Duke

David Duke, quando integrava o movimento racista Ku Klux Klan (foto: Reprodução/Wikipédia)

No ano passado, Duke foi um dos organizadores dos protestos que ficaram conhecidos como “Unite The Right” (Unam as Direitas, em tradução livre), na cidade de Charlottesville. As manifestações ficaram marcadas por defensores da supremacia branca, neonazistas e neofacistas e pelo confronto com militantes de movimentos da esquerda americana que repudiaram o Unite The Right. 

Manifestações do “Unite The Right” nos EUA, na cidade de Charlottesville (foto: Reprodução/Wikipédia)

O evento, que foi classificado pela imprensa internacional como “a maior marcha de supremacistas brancos nos últimos anos, deixou três mortos, uma mulher de 32 anos que era contrária aos manifestantes racistas e dois policiais. 
Além disso, 34 pessoas ficaram feridas. A manifestante foi morta depois de um carro ter sido atirado contra manifestantes críticos aos supremacistas brancos. A polícia local afirmou que o crime foi premeditado.

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