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Marcha de indígenas em Brasília exige o fim do projeto que regulamenta o garimpo em suas terras

Representantes de indígenas, dos povos Guarani, Guarani Mbya, Ava Guarani, Kaingang e Xokleng, marcharam nesta quarta-feira (12/02) na Escalada dos Ministérios em Brasília em repúdio ao projeto de lei do governo Bolsonaro que regulamenta a mineração, como garimpo, produção de gás, petróleo e energia elétrica em terras terras indígenas.

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Fot:o Reprodução do G1

Representantes indígenas dos povos Guarani, Guarani Mbya, Ava Guarani, Kaingang e Xokleng, marcharam nesta quarta-feira (12/02) na Escalada dos Ministérios em Brasília em repúdio ao projeto de lei do governo Bolsonaro que regulamenta a mineração, como garimpo, produção de gás, petróleo e energia elétrica em terras indígenas.

Depois de percorrer o Eixo Monumental os índios marcharam para o Congresso Nacional, com hinos e faixas onde reivindicaram o fim do projeto de lei por entenderem que a proposta pode levar à destruição de importantes áreas ambientais protegidas e o desaparecimento físico de diversos povos indígenas, especialmente os que estão na região Amazônica.

Após o anúncio da regulamentação do projeto, os índios já contabilizam o prejuízo com as atividade de cerca de 20 mil garimpeiros que atuam nas áreas de proteção. Eles também reivindicam a demarcação de suas terras tradicionais.

De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) o protesto visa pedir a devolução do projeto, que está em análise no Congresso, para o presidente Jair Bolsonato. Segundo a Apib, o projeto de lei é um “projeto de morte que busca autorizar a invasão dos territórios indígenas”.

Desde o inicio de seu mandato Bolsonaro defendia a regulamentação do garimpo em terras indígenas. O projeto de lei define “condições específicas para a pesquisa e lavra de recursos minerais, inclusive a lavra garimpeira e petróleo e gás, e geração de energia hidrelétrica em terras indígenas”.

*Com informações do G1

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