Cotidiano

Polícia investiga morte de criança provocada por achocolatado da marca Itambé

diario da manha

A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá, no Mato Grosso, investiga a morte de uma criança de 2 anos que supostamente morreu após ingerir um achocolatado da marca Itambé na última semana.

De acordo com a Polícia Civil, a mãe da vítima relatou que seu filho ingeriu a bebida por volta das 9 horas da manhã, na casa onde a família mora e acrescentou que o menino apresentava apenas uma coriza pelo nariz, mas não teve quadro de febre, porém, alguns minutos após ingerir o produto, começou a passar mal, apresentando falta de ar, ficando com o “corpo mole” e com princípio de desmaio. A criança foi levada para uma clínica, identificada como Policlínica do Coxipó, onde por cerca de uma hora os médicos tentaram reanimar a criança, que não resistiu e veio a óbito no local.

Além disso, a mulher acrescentou que bebeu um pouco do leite achocolatado e também passou mal, apresentando náuseas e tonturas, assim como o tio do garoto, que chegou a ser levado a uma unidade de saúde.

O caso chegou à Vigilância Sanitária do estado, que solicitou a interdição cautelar de todos os achocolatados da marca Itambezinho do lote de fabricação de 25/05/16 com validade até 21/11/16.

De acordo com o órgão, a criança morreu cerca de uma hora após ingerir a bebida láctea e chegou à unidade de saúde já em convulsão. O lote investigado é o MA 21:18.

A vigilância recebeu um e-mail na manhã desta segunda-feira, 29, do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) do Hospital Júlio Müller e da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá acionando sobre o caso.

O órgão divulgou que todo o lote investigado será retirado do mercado em todo o país por medida de segurança. A empresa Itambé também já foi acionada sobre o ocorrido, mas ainda não se pronunciou sobre o caso.

A Vigilância Sanitária do Mato Grosso informou que já enviou uma notificação para a entidade nacional para que o comunicado seja repassado aos demais municípios. Além disso, explicou que cabe ao próprio comerciante retirar o produto da área de venda até a finalização da investigação, quando a perícia irá apresentar os resultados conclusivos sobre a qualidade e segurança do produto.

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