Coronavírus

Goiás está preparado para terceira onda, caso ocorra, garante secretário de Saúde

diario da manha

A comissão de Tributação, Finanças e Orçamento realizou reunião remota extraordinária na tarde desta segunda-feira, 3, quando recebeu o secretário de Saúde Estadual, Ismael Alexandrino, que prestou contas de sua pasta sobre o terceiro quadrimestre de 2020. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente do colegiado, deputado Thiago Albernaz (Solidariedade).
Na primeira parte da reunião, o secretário fez uma apresentação com slides dos números de gastos financeiros e serviços realizados pela Secretaria de Saúde. O tema de abertura foi a questão dos transplantes. Segundo Ismael Alexandrino, entre janeiro a dezembro do ano passado foram realizadas, em Goiás, 199 transplantes de rins e 10 de fígado, de um total de 223 órgãos captados, ou seja quase a totalidade. “O Hospital Geral de Goiânia se consolida em 2020 como um dos maiores centros transplantadores renais do País”, disse o secretário.
Alexandrino falou também sobre a atuação do Estado em relação a tratamentos em outras áreas, como hemodiálise, câncer, cirurgias eletivas e o combate à pandemia do novo coronavírus. Depois ele respondeu a questionamentos dos deputados Antônio Gomide (PT), Bruno Peixoto (MDB), Paulo Trabalho (PSL) e Rubens Marques (Pros).

Ismael afirmou que a terceira onda do novo coronavírus deve se assemelhar à primeira, talvez com um impacto um pouco menor, e, por isso, Goiás está preparado para enfrentá-la. “Ultrapassamos o pico da segunda sem desassistir a população. A nossa ideia é que tenhamos aprendido a conviver melhor em sociedade para que não tenhamos um fechamento das atividades como aconteceu em alguns momentos no ano passado e nesse ano. O vírus evoluiu. Nós, como sociedade precisamos ter evoluído também. Estamos prontos para a terceira onda, mas precisaremos da união de todos”, disse.

Em relação ao impacto financeiro causado pela pandemia, o secretário informou que o montante chegou a R$ 477 milhões somente no orçamento da Saúde.

Segundo ele, no Estado como um todo teve outros impactos, como na parte de arrecadação, mas não entrou em detalhes, uma vez que não era de competência de sua pasta. Sobre o índice constitucional, o percentual do orçamento determinado pela Constituição Federal que os estados devem aplicar em Saúde, Ismael Alexandrino informou que foram investidos 12.97%, o que somaria R$ 188 milhões acima do teto constitucional. “Por dois anos consectutivos o valor ultrapassou o montante exigido pela Constituição”, explicou.

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