Coronavírus

Covaxin: imunizante contra a Covid-19 tem 100% de eficácia em casos mais graves da doença

Estes dados fazem parte da segunda análise provisória da fase 3 de testes clínicos. Em março, na primeira análise onde os resultados foram divulgados, ela apresentou 81% de eficácia nos casos sintomáticos

diario da manha

O laboratório indiano Bharat Biotech e o ICMR (Conselho de Pesquisa Médica da Índia), divulgaram nesta quarta-feira (21), novos resultados da vacina Covaxin, imunizante contra a Covid-19. Em seu resultado, a dose do imunizante apresentou uma eficácia geral de 78% nos casos sintomáticos e 100% nos casos mais graves da doença.

Estes dados fazem parte da segunda análise provisória da fase 3 de testes clínicos. Em março, na primeira análise onde os resultados foram divulgados, ela apresentou 81% de eficácia nos casos sintomáticos.

“Devido ao recente aumento de casos, 127 casos sintomáticos foram registrados, resultando em uma estimativa de eficácia da vacina de 78% em casos de covid-19 leve, moderada e grave. A eficácia contra a doença grave foi de 100%, com impacto na redução das hospitalizações. A eficácia contra a infecção assintomática foi de 70%, sugerindo uma diminuição da transmissão em pessoas vacinadas com a Covaxin”, disse o comunicado divulgado pelas instituições.

Os desenvolvedores do imunizante, informaram que os resultados finais da análise estarão disponíveis no mês de junho, quando o relatório final será submetido a uma publicação revisada por pares.

O Brasil, através do Ministério da Saúde, já fechou um contrato com a empresa para a compra de 20 milhões de doses do imunizante, onde as entregas deverão começar ainda este mês. No final de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou o pedido de importação e uso emergencial da Covaxin.

As motivações para a negativa foram o descumprimento de diversos artigos de regras e instruções sobre boas práticas de produção, que incluem problemas na documentação, nos métodos de análise, na integridade dos recipientes e nos métodos usados para “esterilização, desinfecção, remoção ou inativação viral”, entre outros.

A medida visa garantir que as vacinas produzidas no exterior e usadas no Brasil tenham o padrão de qualidade exigido pelo órgão em todas as etapas produção, embalagem e armazenamento.

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