Coronavírus

Preço da CoronaVac é inferior ao pago por outras vacinas, como as da Pfizer e da Moderna

CoronaVac, no entanto, tem custo mais alto que a vacina da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, que se comprometeu a vender o imunizante a "preço de custo"

diario da manha

Após divulgação de que a CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, tem 50,38% de eficácia global, muitos internautas compartilharam milhares de postagens em redes sociais dizendo que o imunizante é o “mais caro do mercado”. No entanto, o preço da CoronaVac é inferior ao pago por outras vacinas, como as da Pfizer e da Moderna. 

Um dos posts mais compartilhados diz: “Véi, a eficácia geral da coronavac é de 50,38%!!!! A vacina mais cara do mercado te dá 50% de chance de ser (na melhor das hipóteses) soro. Eram 98% de eficácia, depois 79%, depois 78,3%, depois 65% e agora 50,38%. E O MARKETING QUE FOI FEITO PRA PRESSIONAR ESSA APROVAÇÃO?”

O governo de São Paulo, já havia informado ao AFP Checamos, que o preço estimado da dose da vacina da Sinovac Biotech é de 10,30 dólares, ou 54 reais no câmbio de 18 de janeiro de 2021. Dessa forma, o valor pode ser considerado inferior ao cobrado pela empresa norte-americana Moderna. Segundo o CEO da empresa, Welt Am Sonntag, Stéphane Bancel, a dose da vacina da Moderna custaria entre 25 e 37 dólares, ou entre 131 e 195 reais.

A secretária de Estado do Orçamento da Bélgica, Eva De Bleeker, fez uma publicação em suas redes sociais, em 17 de dezembro, em que revelou que a União Europeia pagaria um pouco menos pela vacina da Moderna. O país pagaria 18 dólares por dose, ou 95 reais, ainda assim considerado mais caro que a CoronaVac.

O governo do Estados Unidos, por meio de um contrato, pagaria 1,5 bilhão de dólares por 100 milhões de doses da vacina da Moderna. O preço de cada unidade, então seria equivalente a 15 dólares, ou 79 reais.

Nesses contratos, cada país negocia o custo do imunizante com a farmacêutica fabricante, em que o preço pode variar dependendo da quantidade encomendada e entre outros termos do acordo. Agumas claúsulas de confidencialidade também impedem que esses valores sejam divulgados.

Ainda nas redes sociais, De Bleeker divulgou que o valor 12 euros por dose, ou 76 reais, seria acordado entre a União Europeia e as farmacêuticas Pfizer e BioNTech. A secretária de estado apagou a postagem após a publicação.

Além disso, De Bleeker revelou quanto o país pretende pagar pela vacina alemã CureVac, que ainda está na fase final de testes. A dose custará 10 euros, o equivalente a 63 reais, ainda acima do valor da vacina da Sinovac Biotech. 

A CoronaVac, no entanto, tem custo mais alto que a vacina da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca. A dose do imunizante custa 3,16 dólares, ou 16 reais, conforme a Fundação Oswaldo Cruz, que irá produzir a vacina no Brasil.

Esse valor, é decorrente de uma promessa da AstraZeneca, que se comprometeu a vender o imunizante “a preço de custo” em todo o mundo. Dessa forma, a fabricante abriu mão de sua margem de lucro pelo imunizante, o que não foi feito pelas demais farmacêuticas.

*Com informações do site Estado de Minas.

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