Coronavírus

Anvisa aprova uso emergencial das Vacinas contra a Covid-19

A decisão terá validade após a Ata da reunião ser publicada e o Termo de Compromisso entre a Anvisa e as fabricantes das vacinas fora assinado

diario da manha
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou neste domingo (17/1) o uso emergencial da CoranaVac produzida pelo Instituto Butantã e da CovidShield produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) em parceria com a Faculdade de Oxford.

A reunião começou um pouco após às 10h deste domingo, e durou mais de cinco horas. Mas após todo o processo de análise dos documentos para a aprovação do uso emergencial das vacinas, ambos os pedidos foram aprovados por unanimidade pela Anvisa.

Antes do voto dos diretores sobre a aprovação ou não das vacinas contra a Covid-19, a área técnica da Anvisa recomendou durante a explanação sobre as vacinas, que ambas tivesse o seu uso emergencial aprovado pelos diretores da agência.

Após a explicação da área técnica foi a vez da diretora e relatora do processo, Meiruze Freitas ler o seu voto, e a mesma votou pela aprovação do uso emergencial de ambas as vacinas. A relatora afirmou que no primeiro momento o uso será emergencial e temporário até que o imunizante receba o registro definitivo.

Diretores da Anvisa lembraram que a decisão foi tomada com base na ciência

Logo após a relatora foi a vez do Diretor Substituto da Anvisa, Romison Mota, lembrou não apenas da importância da imunização e também na corrida dos laboratórios para produção do medicamento e que os dados apresentados são satisfatórios para o pedido acompanhou a relatora e votou pela aprovação do uso emergencial das vacinas.

O terceiro a votar foi o diretor da Anvisa, Alex Campos, lembrou que a Agência se pauta por evidências, e destacou a condução da relatora do processo sobre a aprovacão do uso emergencial das vacinas. O diretor exaltou a parte científica no processo para o desenvolvimento das vacinas, e criticou o uso da política frente à pandemia. E ressaltou ainda que não há espaço para a negação da ciência, no final o diretor acompanhou o voto da relatora do processo para a aprovação do uso emergencial das vacinas.

Em seguida foi a vez da diretora Cristiane Jourdan, que fez questão de parabenizar os trabalhos da Anvisa e também dos servidores da agência. “A aprovação a vacina é um desejo de todos, um enfrentamento real à pandemia, daí a importância de uma analise pautada no equilíbrio e na ciência”, ressaltou a diretora antes de confirmar o seu voto que também seguiu a relatora e votou pela aprovação do uso emergencial das vacinas.

Com quatro votos a favor da aprovação para o uso emergencial de ambas as vacinas, o último a votar foi diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra, que ressaltou que por se tratar de uma aprovação para o uso emergencial do medicamento, o paciente será informado dos riscos e irá assinar um termo de consentimento para receber a vacina. Antônio Barra também seguiu o voto da relatora, e assim com cinco votos a favor, o uso emergencial dos medicamentos foram aprovados de forma unânime.

A decisão terá validade após a Ata da reunião ser publicada e o Termo de Compromisso entre a Anvisa e as fabricantes das vacinas fora assinado.

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