Coronavírus

CEO de laboratório chinês elegeu o Brasil como parceiro na produção da vacina contra Covid-19

O CEO do laboratório chinês explicou porque o país apontou o Brasil como parceiro na produção da vacina contra o coronavírus

diario da manha

O laboratório chinês Sinovac/ BioNTech, que está a frente da corrida por um imunizante contra o coronavírus e, que produz a Coronavac, uma das quatro vacinas chinesas, que já estão na última fase de testes contra a Covid-19. E o país chinês escolheu o Brasil como aliado na produção da vacina. E por que?

Em entrevista, o CEO do Senovac/ BioN Tech, Yin Weidong, informou que um dos propósitos que fez com que a empresa optasse pelo Brasil foi a agressividade com que o país foi atingido, já são mais de 4,7 milhões de casos, e o número de óbitos superou a marca de 140 mil.

Conforme Weidong, é provável que os testes terminem em dezembro, para em sequência a vacina ser distribuída a coletividade.

“Segundo as informações da parte brasileira, está concluída a vacinação dos voluntários, e o recolhimento dos dados está previsto para novembro ou dezembro. Caso os dados recolhidos correspondam aos exigidos pelos órgãos supervisores do Brasil e da China, será possível colocar o produto no mercado. O final do ano é uma estimativa ótima”, destacou Weidong.

No Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa), autorizou a participação de 13 mil pessoas no teste da vacina e o laboratório chinês fechou uma parceria com o Instituto Butantan, para produzir e distribuir a Coronavac, assim que os testes forem concluídos.

Por que o Brasil foi escolhido?

Primeiramente, temos um bom parceiro no Brasil, o Instituto Butantan. Como a distância geográfica entre China e Brasil é longa, o custo do material e do tempo no transporte é relativamente alto. Então pensamos em procurar um parceiro na América Latina para transferir a nossa tecnologia. Nós oferecemos produtos semiacabados, e o parceiro é responsável pelo subpacote, embalagem e fornecimento na região.

O Instituto Butantan tem uma forte capacidade na embalagem, na distribuição de vacinas e no controle de qualidade. Além de possuir um pessoal muito qualificado, o instituto tem alcance para toda América Latina. Nós não só precisamos de um parceiro, como também de um órgão supervisor e o Brasil tem todas as condições para isso. O fato de uma região que sofreu gravemente com a pandemia e ser um país com grande população são também razões para que nós escolhêssemos o Brasil.

Segundo o site Uol, a expectativa é de que em dezembro alguns grupos específicos, como de médicos, já sejam vacinados no Brasil e que no início de 2021, a imunização seja ampliada para boa parte da população.

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