Coronavírus

Propagação da pandemia é impulsionada por pessoas de 20 a 40 anos, segundo OMS

"Pessoas de 20, 30 e 40 anos estão aumentando consideravelmente a disseminação (do vírus). Muitas nem sabem que estão infectadas", avaliou nesta terça-feira (18) o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Pacífico Ocidental, Takeshi Kasai

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Bairro do Gonzaga, em Santos, São Paulo. Foto: Fernanda Luz/Agif - AGência de Fotografia / Estadão

A propagação do novo coronavírus impulsionada por pessoas de 20 a 40 anos tem preocupado a Organização Mundial da Saúde (OMS). Conforme a entidade apontou nesta terça-feira (18) muitas pessoas nesta faixa etária estão infectadas e não apresentam sintomas. De acordo com a organização, elas representam uma ameaça de contaminação para quem faz parte do grupo de risco. As informações são da agência Reuters e foram publicadas pelo site Terra.

Segundo a matéria, no início do mês os representantes da OMS já haviam alertado que a proporção de jovens com a Covid-19 cresceu em todo o planeta. Idosos e aqueles que apresentam doenças preexistentes em locais onde o atendimento sanitário é precário estão dentre os grupos vulneráveis.

O diretor da OMS para o Pacífico Ocidental, Takeshi Kasai, avaliou que “a pandemia está mudando”. “Pessoas de 20, 30 e 40 anos estão aumentando consideravelmente a disseminação (do vírus). Muitas nem sabem que estão infectadas”, acrescentou.”Isso aumenta o risco de contaminação de pessoas mais vulneráveis.”

A pandemia do novo coronavírus contaminou quase 22 milhões de pessoas e provocou mais de 770 mil mortes, conforme a matéria. De acordo com o site o registro de novos casos fez diversos países reforçarem as medidas restritivas contra a Covid-19.

O Vietnã está dentre os países que haviam controlado a doença, mas que voltaram a pontuar novos casos recentemente. O país localizado no Sudeste Asiático estava há três meses sem relatos de transmissões domésticas. Isso por causa do enfrentamento rígido contra o vírus.

“O que estamos vendo não é um simples ressurgimento de casos. Acreditamos que é um sinal de que entramos em uma nova fase da pandemia na Ásia-Pacífico”, enfatizou Takeshi Kasai.

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