Coronavírus

OMS pede que governos façam o possível para eliminar o novo coronavírus

"Minha mensagem é clara: eliminar, eliminar, eliminar o vírus. Se eliminarmos o vírus de maneira eficaz podemos abrir as empresas com toda segurança", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus durante entrevista coletiva online nesta segunda-feira (10)

diario da manha
Cemitério localizado em Pondok Ranggon, Jacarta. Foto: AFP

Durante entrevista coletiva online promovida nesta segunda-feira (10) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, solicitou aos governos e população que façam o possível para eliminar o contágio do novo coronavírus.

“Minha mensagem é clara: eliminar, eliminar, eliminar o vírus. Se eliminarmos o vírus de maneira eficaz podemos abrir as empresas com toda segurança”, enfatizou. No último sábado (8) o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortes ocasionadas pela Covid-19. As informações são da agência AFP e foram publicadas pela revista IstoÉ.

De acordo com a reportagem, Adhanom elencou países que “foram capazes de eliminar o vírus rapidamente”. Dentre os locais citados, estão alguns locais da região do Mekong, Nova Zelândia, Ruanda e “muitos Estados insulares do Caribe e do Pacifico”, conforme destaca o site.

O diretor-geral avaliou os números crescentes da infecção no planeta. Segundo ele, a expectativa para esta semana é que “alcancemos 20 milhões de casos registrados de Covid-19 e 750 mil mortos”. “Por trás das estatísticas há muita dor, sofrimento”, lamentou.

“Muitos de vocês estão de luto. Este é um momento difícil para o mundo. Mas quero ser claro, há esperança e (…) nunca é tarde demais para reverter a epidemia. Mas para isso, os governantes devem mobilizar-se para atuar e os cidadãos devem adotar novas medidas”, ressaltou.

Locais elogiados pelo combate ao coronavírus

Conforme a publicação, a Nova Zelândia ultrapassou ontem (9) a marca de cem dias sem registros de contaminações. O país, localizado na Oceania, é considerado “um exemplo mundial”, conforme Adhanom.

O progresso realizado por Ruanda, país da África Oriental, também foi elogiado pelo diretor-geral da OMS. “É uma combinação de liderança forte, cobertura de saúde universal, profissionais da saúde bem apoiados e comunicações claras em termos de saúde pública”, observou.

Além disso, ele realçou a agilidade de alguns países da Europa, como a Grã-Bretanha. A ilha situada no Reino Unido fortaleceu o isolamento em áreas da Inglaterra.

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